O ator Marco Furlan foi indiciado pela Polícia Civil por suspeita de estupro de vulnerável contra um menino de cinco anos. O caso teria ocorrido em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, durante uma festa realizada em uma chácara. A investigação foi concluída e encaminhada ao Ministério Público.
Marco Furlan é indiciado pela Polícia Civil
A Delegacia da Mulher (DDM) de Pindamonhangaba concluiu o inquérito policial sobre o caso. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os documentos foram enviados ao Ministério Público estadual.
O indiciamento é um ato realizado pelo delegado responsável pela investigação, mas não representa, por si só, uma condenação. A eventual responsabilização criminal depende das próximas etapas do procedimento e de uma decisão judicial.
O que a defesa de Marco Furlan afirma
A advogada Graciele Queiroz, que representa Marco Furlan, contestou a forma como a investigação foi conduzida, em nota enviada à Gazeta de S. Paulo. Segundo a defesa, o inquérito terminou cinco dias após a prisão do ator.
A advogada afirma que outras pessoas presentes na residência ainda deveriam ter sido ouvidas. Ela também questiona a ausência de determinadas diligências e cita a coleta de materiais que poderiam contribuir para a apuração.
“O inquérito policial foi concluído em apenas cinco dias, sem que fossem ouvidas diversas pessoas que estavam na residência no momento dos fatos, havia cerca de 100 pessoas na festa e 22 pessoas dentro da casa e sem a realização de diligências que a defesa considera relevantes, como a coleta do lençol da cama, oitiva de todos presentes e de outros possíveis elementos materiais capazes de confirmar ou afastar a narrativa apresentada”, diz na íntegra.
A defesa também negou uma versão atribuída ao ator durante o atendimento inicial da ocorrência. Segundo a advogada, Marco Furlan nunca afirmou ter confundido o menino com sua namorada.
A representação jurídica sustenta a inocência do ator e afirma que pretende apresentar os argumentos e elementos considerados necessários durante o processo.
“Marco Furlan jamais afirmou ter confundido a criança com qualquer outra pessoa. Essa versão não corresponde ao relato apresentado por ele. Causa preocupação à defesa que uma investigação de tamanha gravidade tenha sido encerrada em prazo tão curto, sem o aprofundamento de diligências que poderiam contribuir para o esclarecimento integral dos fatos”, argumenta a defesa em nota.
Entenda a acusação contra o ator
O caso teria ocorrido durante uma festa de aniversário em uma chácara. Segundo o relato apresentado às autoridades, familiares perceberam a situação após ouvirem o choro da criança.
A Polícia Militar foi acionada e levou o caso à delegacia. O menino também recebeu atendimento médico após o episódio.
A investigação ocorre sob segredo de Justiça. Por isso, informações sobre a criança e outros elementos do procedimento possuem divulgação limitada.
O que significa estupro de vulnerável
O crime de estupro de vulnerável está previsto no artigo 217-A do Código Penal. A legislação federal trata como vulnerável a pessoa menor de 14 anos, entre outras situações previstas na norma.
O caso envolvendo Marco Furlan ainda depende das próximas manifestações das autoridades. O Ministério Público deverá analisar o material encaminhado pela Polícia Civil e definir as medidas cabíveis.
O ator permanece preso preventivamente, segundo as informações divulgadas sobre o caso. A defesa continua contestando a acusação e afirma que buscará demonstrar a inocência de Marco Furlan pelos meios legais. Novas informações poderão surgir conforme o Ministério Público e a Justiça avancem na análise do caso.
