Caso Gritzbach: confira a conclusão da Polícia Civil e os indiciados

Delator do crime organizado foi assassinado no maior aeroporto do Brasil em novembro do ano passado

Polícia Civil remeteu o relatório de quase 500 páginas ao Poder Judiciário

Polícia Civil remeteu o relatório de quase 500 páginas ao Poder Judiciário | Divulgação/SSP

O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu, nesta sexta-feira (14/3), as investigações sobre o assassinato de Antônio Vinícius Gritzbach, no Aeroporto de Guarulhos, em 8 de novembro do ano passado.

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A Polícia Civil remeteu o relatório de quase 500 páginas ao Poder Judiciário, ao total, o inquérito possui cerca de 20 mil páginas. O trabalho final detalhou o envolvimento de cada suspeito no crime, individualizando a conduta de cada um.

Seis pessoas, que estavam em prisão temporária, passarão para preventiva por homicídio após a decisão dos delegados. Outras duas foram indiciadas por favorecimento, auxiliando na fuga dos criminosos.

Segundo a Polícia Civil, a execução de Vinícius Gritzbach foi encomendada por Emílio Carlos Gongorra, o “Cigarreiro”, com a ajuda de Diego Amaral, o “Didi”. A motivação foi vingança, conforme interceptações telefônicas realizadas pelos policiais. Além dos dois, uma terceira pessoa, apontada como olheiro no dia do crime, segue foragida.

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“A gente tem provas técnicas de que eles são os mandantes do crime, temos extração de nuvem, mensagens, há diálogos falando que a motivação seria uma vingança”, afirmou a delegada Luciana Peixoto em coletiva de imprensa.

Três policiais militares que executaram o assassinato seguem presos no Presídio Militar Romão Gomes. Os PMs, conforme os delegados, foram contratados para o crime por meio do homem que atuou como olheiro.

Relembre o caso

Antônio Vinicius Lopes Gritzbach foi morto em um ataque em frente ao Terminal 2 do aeroporto, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

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Gritzbach levava uma bagagem com mais de R$ 1 milhão em joias e objetos de valor no momento do crime

Quase 30 pessoas, entre policiais e empresários, foram presos por desdobramentos do caso Gritzbach. Kauê foi o primeiro suspeito identificado pela força-tarefa. Entre os 26 detidos em diversas operações, até o momento, estão cinco policiais civis, um advogado e dois empresários delatados por Gritzbach.