É grave o estado de saúde do primeiro-tenente da ROTA, Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na manhã deste sábado (27/06) em São Caetano do Sul, na região do ABC Paulista.
A informação sobre o quadro clínico do oficial foi confirmada pelo Secretário Executivo de Segurança Pública de São Paulo, Dr. Osvaldo Nico Gonçalves, após visita hospitalar. Além disso, o crime é tratado inicialmente pelas autoridades como tentativa de homicídio.
“Ainda é muito cedo. É grave, infelizmente é grave. Torcer, vamos orar para que ele se recupere”, declarou o secretário em entrevista à reportagem do Brasil Urgente.
Devido à gravidade dos ferimentos, o tenente precisou ser resgatado e transportado de helicóptero pelo grupamento Águia, da Polícia Militar, para receber atendimento médico especializado.
A dinâmica do ataque: olheiro e emboscada
De acordo com as investigações preliminares da Polícia Militar, o atentado foi minuciosamente planejado. O tenente Ronickson chegou a uma academia na Avenida Goiás por volta das 10h30 para treinar.
Um criminoso a pé já vigiava o local e atuava como “olheiro”. A polícia suspeita que o suspeito avisou um comparsa assim que o militar entrou no estabelecimento.
Cerca de 40 minutos depois, às 11h08, um segundo homem saiu em uma motocicleta da comunidade de Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo. Ele foi em direção a São Caetano do Sul para se juntar ao comparsa.
O oficial foi seguido por pouco menos de 500 metros após deixar a academia. No trajeto, os criminosos armaram a emboscada e efetuaram múltiplos disparos, atingindo o tenente, inclusive na região da cabeça.
Investigação e fuga
Após o crime, os suspeitos fugiram em direção à Capital. A motocicleta utilizada na ação foi encontrada por policiais militares. Estava abandonada na entrada da comunidade de Heliópolis, a quase seis quilômetros de distância do local dos disparos.
De acordo com a perícia, o veículo havia sido roubado na Zona Sul de São Paulo no dia 1º de maio. Além disso, circulava com placas falsas.
Uma força-tarefa das polícias Civil e Militar analisa imagens de câmeras de monitoramento da região para identificar e prender os autores do crime. A motivação do ataque ainda está sendo investigada.
Ligação familiar com caso de repercussão nacional
O primeiro-tenente Ronickson Pimentel dos Santos é irmão de Eloá Pimentel, jovem de 15 anos que foi vítima do cárcere privado mais longo já registrado na história da segurança pública do estado de São Paulo.
O caso ocorreu em outubro de 2008, em Santo André, quando o ex-namorado da adolescente, Lindemberg Alves, invadiu o apartamento onde ela morava. O desfecho trágico resultou na morte de Eloá após cinco dias de negociações.
