Justiça torna réus envolvidos em atentado ‘fake’ contra prefeito

Falso atentado contra o ex-prefeito de Taboão da Serra, Aprígio, ocorreu durante campanha eleitoral do ano passado

Cinco acusados respondem por tentativa de homicídio, fraude e associação criminosa

Tentativa de homicídio ocorreu em 18 de outubro do ano passado contra José Aprígio, que na época era prefeito de Taboão da Serra | Thiago Neme Gazeta de S.Paulo/Eduardo Toledo

Os atiradores e intermediários do falso atentado político a tiros contra o ex-prefeito de Taboão da Serra, Aprígio (Podemos), se tornaram réus neste mês pela Justiça de São Paulo. 

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O falso atentado, com tiros de fuzil, foi cometido durante a campanha eleitoral do ano passado. Na época, Aprígio era prefeito e buscava a reeleição em Taboão da Serra. 

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Ao todo, cinco acusados respondem por quatro tentativas de homicídio qualificado – por motivo torpe, recurso que dificultou a defesa das vítimas, com emprego de arma de uso restrito e perigo comum por colocar mais vidas em risco, adulteração de veículo e associação criminosa. Um dos réus ainda foi acusado por lavagem de dinheiro.

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Dois dos réus estão presos preventivamente e outros três continuam foragidos e são procurados. 

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A Polícia Civil Taboão da Serra ainda apura a motivação do crime e um possível mandante para o falso atentado. 

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A suspeita da investigação é a de que pessoas ligadas ao grupo político de Aprígio planejaram o ataque fake contra o prefeito. 

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Segundo o Ministério Público (MP), o objetivo era o de tentar alavancar a candidatura dele, que buscava a reeleição e havia tido menos votos do que o seu concorrente no primeiro turno.

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Tiros de fuzil e investigações 

A tentativa de homicídio ocorreu em 18 de outubro do ano passado contra José Aprígio, que na época era prefeito de Taboão da Serra. No veículo também estavam seu motorista, um fotógrafo e um secretário. Eles não se feriram.

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Três dias depois, em 21 de outubro de 2024, a polícia prendeu um dos suspeitos de atirar em Aprígio. Segundo seus assessores, o tiro perfurou o vidro blindado e atingiu Aprígio, causando a fratura de sua clavícula. Estilhaços da bala ficaram alojados no corpo dele.

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Ele chegou a ser socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Akira Tada, em Taboão da Serra, mas logo foi transferido ao Hospital Israelita Albert Einstein, no Morumbi, em São Paulo, onde foi internado na UTI.

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Pelo menos seis tiros foram disparados em direção ao veículo do ex-prefeito. O delegado Hélio Bressan, em entrevista à Gazeta na época, informou que o tiro que acertou Aprígio tinha características de ter sido disparado por um fuzil.