Smart Sampa: Prefeitura de São Paulo nega falha no sistema de monitoramento e atribui vazamento de dados de câmeras a servidor

Gestão municipal afastou agente suspeito de expor informações sigilosas e reforçou a segurança da plataforma de reconhecimento facial

Câmeras do Smart Sampa ficaram expostas durante 11 meses / Reprodução

Câmeras do Smart Sampa ficaram expostas durante 11 meses / Reprodução

A Prefeitura de São Paulo investiga o vazamento de dados sigilosos do Smart Sampa, sistema de monitoramento por câmeras e reconhecimento facial da capital. A gestão municipal confirmou a exposição de dados, mas negou a ocorrência de falhas na infraestrutura do sistema, atribuindo o episódio à conduta de um agente de segurança com acesso autorizado à plataforma.

Continua após a publicidade

O caso envolve a exposição indevida de repositórios com imagens de mais de 58 mil câmeras conectadas ao programa, englobando equipamentos instalados em vias públicas, escolas, creches e hospitais da cidade. Segundo a administração pública, o servidor suspeito de divulgar as informações foi identificado, afastado do cargo e responderá a processo investigativo instaurado pela Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana.

Carregando enquete…

Em nota, a prefeitura informou que o conteúdo disponibilizado na internet foi retirado do ar e que adotou novas camadas de segurança na plataforma, incluindo senhas exclusivas, autenticação em dois fatores e verificação por SMS para redefinição de acessos. A gestão também reiterou que a ferramenta conta com fiscalização do Tribunal de Contas do Município (TCM), relatórios periódicos de transparência e auditorias de governança de dados.

Continua após a publicidade

Lançado como uma das principais apostas para a segurança pública paulistana, o Smart Sampa opera com investimento mensal aproximado de R$ 10 milhões. O sistema utiliza inteligência artificial para o cruzamento de imagens com bancos de dados de foragidos e pessoas desaparecidas, além do rastreamento de veículos com queixa de furto ou roubo.

Vazamento de dados do Smart Sampa

Segundo reportagem publicada pelo UOL nesta terça-feira (20/10), informações sigilosas do sistema Smart Sampa ficaram expostas na internet por cerca de 11 meses, permitindo o acesso indevido a imagens de mais de 58 mil câmeras conectadas à plataforma.

De acordo com as reportagens, as câmeras espalhadas pela cidade mostram bebês em creches, crianças dentro de escolas, pacientes em hospitais, guardas-civis em suas bases e o vaivém de pessoas e carros pelas ruas de São Paulo.

Continua após a publicidade

Como funciona a identificação de suspeitos?

As câmeras do Smart Sampa estão conectadas a um banco de dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Quando uma câmera identifica um rosto compatível com um procurado, o sistema emite um alerta automático para a Central de Monitoramento.

A partir desse alerta, agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e da Polícia Militar são acionados para averiguar a situação. O objetivo é abordar o suspeito rapidamente e verificar se há um mandado de prisão pendente.