A Polícia Civil de São Paulo segue investigando o caso do tiroteio após roubo a uma residência, que ocorreu na Avenida Faria Lima, zona oeste da capital, na tarde desta terça-feira (3/2).
Cinco suspeitos acabavam de assaltar uma residência de luxo no bairro do Morumbi, região nobre de São Paulo.
No momento em que terminavam o roubo, policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) flagraram os criminosos saindo da casa.
No local houve uma troca de tiros e três suspeitos foram baleados, socorridos e presos. Outros dois suspeitos conseguiram fugir, mas após a perseguição, foram abordados na Avenida Brigadeiro Faria Lima, onde houve um novo confronto.
Um suspeito morreu baleado, e o outro foi atingido, socorrido e detido. Outros criminosos envolvidos conseguiram fugir. O número não foi informado pelas autoridades.
A quadrilha já vinha sendo investigada pela Polícia Civil por roubos a farmácias. Foram apreendidos veículos, armas de fogo, simulacros, além de objetos roubados da residência.
A perícia foi acionada e as ocorrências foram registradas no Deic e no DHPP.
O que falta esclarecer
A Polícia informou que os criminosos chegaram à residência na Rua Professor Eduardo Monteiro, por volta das 15h.
Eles acessaram o imóvel pelo portão da garagem, com um controle remoto clonado. Apenas a empregada doméstica estava no local. Ela foi amarrada no banheiro enquanto os suspeitos reviravam a casa atrás de itens de valor.
Ainda não se sabe se a casa foi escolhida de forma aleatória ou após monitoramento prévio.
A relação completa dos itens roubados, valores e se todos os objetos foram recuperados, ainda não foi divulgada.
Os agentes não divulgaram as identidades nem o estado de saúde dos suspeitos envolvidos.
No momento, os agentes apuram se todos os integrantes desta quadrilha já foram identificados. Ainda não se sabe quantos suspeitos estão foragidos e se novas prisões podem ocorrer.
De acordo com o delegado Pedro Ivo Santos, parte da organização criminosa já havia sido detida recentemente após o assalto a uma farmácia.
A mudança no tipo de crime para invasões de residências, no entanto, chamou a atenção da polícia.
“Há cerca de 15 dias, prendemos alguns integrantes logo após um roubo a farmácia. Mantivemos a investigação até localizarmos os demais hoje. Foi uma surpresa constatar que eles também estavam praticando roubos a residências”, explicou Santos.
As investigações agora buscam esclarecer se a quadrilha operava de forma estruturada em diferentes modalidades de crime e se há participação do grupo em outros delitos ainda não registrados.
