O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) terá alta hospitalar na próxima sexta-feira (27/3). A informação foi confirmada pelo cardiologista Brasil Caiado, médico de Bolsonaro.
“Todos já estamos em uma programação de transição para casa. Como o antibiótico termina o ciclo amanhã [26/3], estamos com uma programação para alta para sexta-feira”, afirmou Brasil Caiado.
O ex-mandatário está internado no Hospital DF Star desde 13 de março, após passar mal na Papudinha, onde cumpria pena de mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de estado. Ele foi diagnosticado com pneumonia decorrente de uma broncoaspiração, e ficou 10 dias na UTI.
Na segunda-feira (23/3), após evoluir clinicamente, o ex-presidente teve alta da UTI e foi para um quarto no Hospital DF Star.
Prisão domiciliar
O ex-presidente passará a cumprir a pena em prisão domiciliar assim que deixar o hospital. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça (24/3).
Segundo as regras impostas por Moraes, a domicilar terá prazo inicial de 90 dias, e depois haverá uma reavaliação do estado de saúde de Bolsonaro. O ministro também determinou que Bolsonaro volte a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.
Além disso, a Polícia Militar deverá fazer a segurança em volta da casa do ex-mandatário para evitar fuga.
Nesta segunda, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou uma notificação ao STF defendendo a prisão domiciliar ao ex-mandatário.
“A evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime, em linha com o que admite o Supremo Tribunal em circunstâncias análogas”, afirmou o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
“Está demonstrado que o estado de saúde do postulante da prisão domiciliar demanda a atenção constante e atenta que o ambiente familiar, mas não o sistema prisional em vigor, está apto para propiciar”, destacou ainda o procurador.
Na manifestação, o procurador também disse que a equipe médica de Bolsonaro aponta que o quadro de comorbidades do ex-presidente expõe a integridade dele a risco iminente, com a possibilidade de novos súbitos e episódios de mal-estar.
