Tornozeleira em Bolsonaro: entenda regras da prisão domiciliar ao ex-presidente

Decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes nesta terça-feira (24/3); ex-presidente segue internado em hospital

Alexandre de Moraes determinou que ex-presidente volte a prisão domiciliar

Alexandre de Moraes determinou que ex-presidente volte a prisão domiciliar | Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passará a cumprir a pena em prisão domiciliar assim que deixar o hospital DF Star, em Brasília, onde está internado. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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De acordo com os advogados, o ex-mandatário não tem condições de voltar para a prisão devido ao agravamento de seus problemas de saúde.

Segundo as regras impostas por Moraes, a domicilar terá prazo inicial de 90 dias, e depois haverá uma reavaliação do estado de saúde de Bolsonaro.

O ministro também determinou que Bolsonaro volte a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.

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Além disso, a Polícia Militar deverá fazer a segurança em volta da casa do ex-mandatário para evitar fuga.

Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão na Papudinha e está internado desde 13 de março em um hospital de Brasília para tratar de uma pneumonia. Ele saiu da UTI nesta segunda (23/3).

Pedido da PGR

Nesta segunda, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou uma notificação ao STF defendendo a prisão domiciliar ao ex-mandatário.

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“A evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime, em linha com o que admite o Supremo Tribunal em circunstâncias análogas”, afirmou o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“Está demonstrado que o estado de saúde do postulante da prisão domiciliar demanda a atenção constante e atenta que o ambiente familiar, mas não o sistema prisional em vigor, está apto para propiciar”, destacou ainda o procurador.

Na manifestação, o procurador também disse que a equipe médica de Bolsonaro aponta que o quadro de comorbidades do ex-presidente expõe a integridade dele a risco iminente, com a possibilidade de novos súbitos e episódios de mal-estar.