Caetano Veloso defende democracia em ato pró-Lula com Djavan, Marina Sena, Jão e outros artistas no Rio de Janeiro

Ato Musical pela Democracia reuniu Djavan, Marina Sena, Jorge Vercillo e outros artistas em Copacabana, em apoio à reeleição de Lula

Caetano relembra prisão na ditadura e defende democracia em ato pró-Lula no Rio. Foto: Reprodução/YouTube/342 Artes

Caetano relembra prisão na ditadura e defende democracia em ato pró-Lula no Rio. Foto: Reprodução/YouTube/342 Artes

Artistas de diferentes gêneros musicais se reuniram na tarde deste domingo (18/10), em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em uma manifestação a favor da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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“Batizado de Ato Musical pela Democracia”, o evento começou por volta das 16h15, no Posto 5 da praia, a uma semana do segundo turno das eleições presidenciais.

Convocado pelo cantor Caetano Veloso e pelo movimento 342 Artes, o encontro reuniu nomes da música brasileira. A concentração teve início por volta das 14h, com a participação de artistas como Djavan, Simone, Marina Sena, Chico César, João Bosco, Frejat, Jão, Fernanda Abreu, Ivan Lins, Rubel, Duda Beat e Xamã, entre outros.

A programação musical começou com Edu Krieger. Na sequência, a atriz e cantora Sophie Charlotte interpretou “Dê um Rolê”, canção lançada por Gal Costa em 1971. O grupo de rap 3030 apresentou “Mundo de Ilusões”, seguido por Rubel, Delacruz, Fernanda Abreu e Jão.

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Também passaram pelo palco Moreno Veloso, Xamã, Puterrier, Ebony, Moacyr Luz, Nego Álvaro, Duda Beat e Jorge Vercillo.

Caetano Veloso e Djavan se apresentaram depois de Jorge Vercillo, cantando juntos “Sina”, “Lilás” e “Linha do Equador”. Em seguida, Caetano interpretou sozinho “Alegria, Alegria” e “Gente”.

Durante o evento, Djavan desejou que o processo eleitoral transcorra de forma positiva e destacou a importância da democracia e da soberania nacional.

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“Desejo a todos uma eleição maravilhosa, salve a democracia do Brasil, a soberania do nosso país. Força, saúde e felicidade para todos, até a próxima. O Brasil é nosso”, declarou.

Caetano também falou sobre o papel da cultura na defesa do regime democrático. “A cultura brasileira, a música brasileira, resistindo contra as ameaças contra a democracia”, afirmou.

Caetano relembra prisão durante a ditadura

Após cantar “Gente”, Caetano Veloso recordou a própria prisão durante a Ditadura Militar e mencionou outros artistas que também foram detidos naquele período, como Gilberto Gil e Geraldo Azevedo.

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Durante a Ditadura Militar, eu fui preso, fiquei em uma solitária, assim como colegas meus também: Gilberto Gil, Geraldinho Azevedo, várias figuras da cultura brasileira sofreram isso. Nós estamos aqui para apresentar uma defesa da democracia contra esse tipo de coisa. A juventude é importantíssima nesse momento da nossa história, que a juventude se sinta representando a história brasileira.

Na sequência, Caetano dividiu o palco com Marina Sena para interpretar “Cajuína” e com Flor Gil em “O Leãozinho”. Os cantores Jotapê e Gabriel Pensador também se apresentaram. Já o artista gospel Kleber Lucas cantou “Deus Cuida de Mim” ao lado de Caetano.

O encontro contou ainda com a participação de Frejat, João Barone e Léo Jaime.

A manifestação em Copacabana ocorreu no mesmo dia em que apoiadores de Lula realizaram outro ato no Centro do Rio de Janeiro. Pela manhã, a região da Candelária recebeu uma manifestação organizada por estudantes e movimentos sociais, com apoio de partidos políticos e representantes de blocos de carnaval.

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O cantor Chico Buarque participou do ato. “Vamos juntos contra a ignorância, contra a truculência, contra a subserviência. Viva a juventude, viva a democracia. Viva o presidente Lula”, declarou em cima do carro de som.

Mais mobilizações em prol da reeleição do presidente Lula (PT) aconteceram por todo o Brasil.

Em São Paulo, em um ato na Avenida Paulista também neste domingo (18/10), apoiadores do senador Flávio Bolsonaro levaram um míssil inflável com a frase “Trump nuke Brazil”, que significa “Trump, ataque o Brasil com armas nucleares”.