A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (27/5), a PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho no Brasil.
A proposta recebeu 461 votos favoráveis e 19 contrários no segundo turno de votação e agora seguirá para análise do Senado Federal.
O texto prevê a redução da carga semanal de 44 para 40 horas e estabelece duas folgas semanais obrigatórias.
A proposta virou uma das pautas trabalhistas mais debatidas do País nos últimos meses, mobilizando sindicatos, empresários e parlamentares de diferentes partidos.
Apesar da ampla aprovação, um grupo de deputados votou contra a medida, principalmente parlamentares ligados ao PL, Novo, MDB e PP.
Votos contra
Veja os deputados que votaram contra o fim da escala 6×1
- Adriana Ventura (Novo-SP)
- Bibo Nunes (PL-RS)
- Carlos Chiodini (MDB-SC)
- Caroline de Toni (PL-SC)
- Daniel Freitas (PL-SC)
- Daniela Reinehr (PL-SC)
- Fabio Schiochet (União Brasil-SC)
- Gilson Marques (Novo-SC)
- Julia Zanatta (PL-SC)
- Kim Kataguiri (União Brasil-SP)
- Lucas Redecker (PSD-RS)
- Marcel van Hattem (Novo-RS)
- Mauricio Marcon (PL-RS)
- Nicoletti (PL-RR)
- Pezenti (MDB-SC)
- Ricardo Guidi (PL-SC)
- Ricardo Salles (Novo-SP)
- Rosângela Moro (União Brasil-SP)
- Sérgio Turra (PP-RS)
Parlamentares de diferentes partidos apoiaram a proposta
A favor da PEC votaram deputados de partidos de esquerda, centro e direita.
Entre os nomes que apoiaram o texto estão Erika Hilton (PSOL-SP), Guilherme Boulos (PSOL-SP), Tabata Amaral (PSB-SP), Nikolas Ferreira (PL-MG), Carlos Jordy (PL-RJ), Gustavo Gayer (PL-GO), General Pazuello (PL-RJ), Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Talíria Petrone (PSOL-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Hugo Motta (Republicanos-PB), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Túlio Gadêlha (Rede-PE) e Tiririca (PSD-SP).
A votação mostrou divisão até mesmo dentro de partidos conservadores, como o PL, que teve parlamentares votando tanto a favor quanto contra a proposta.
PEC ainda será votada no Senado
Após a aprovação na Câmara, a proposta seguirá para análise do Senado Federal.
Se o texto for aprovado sem alterações, a mudança passará a valer em todo o País após promulgação do Congresso Nacional.
