Rio Grande da Serra quer seguir modelo japonês de reciclagem e lixo zero

Secretário fez intercâmbio e trouxe como exemplo a reciclagem de painéis solares, isopor, roupas e outros resíduos

Secretário trouxe exemplos do Japão para sustentabilidade da cidade

Secretário trouxe exemplos do Japão para sustentabilidade da cidade | Reprodução/Facebook

A cidade de Rio Grande da Serra, no ABC Paulista, poderá adotar soluções sustentáveis em breve.

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Isso se deve a uma viagem realizada por Flávio Nakaoka, secretário adjunto da Secretaria de Clima, Meio Ambiente e Bem-Estar Animal (SeClima).

Ele fez um intercâmbio para o Japão e trouxe como exemplo a reciclagem de painéis solares, isopor, roupas e outros resíduos, que hoje são enviados para aterros, mas podem ser transformados em matéria-prima para novos produtos.

A viagem foi financiada pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), que estuda a possibilidade de firmar parceria com a cidade em projetos ambientais.

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Nakaoka visitou empresas e ONGs especializadas em reciclagem e economia circular. A Ecowood é um exemplo citado; ela fabrica pisos ecológicos misturando restos de madeira com plástico de garrafas PET.

Segundo o secretário, em entrevista ao Diário do Grande ABC (DGABC), a cidade de Kitakyushu é um exemplo de inovação sustentável, apoiando startups que criam soluções circulares.

Lá, conforme informações do jornal, painéis solares são desmontados e reaproveitados como matéria-prima, enquanto roupas são direcionadas para a indústria automobilística.

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Além disso, a cidade conseguiu destinar 60% dos resíduos orgânicos para compostagem, combinando com as podas de árvores, e alcançar uma taxa de reciclagem de 20%, segundo a entrevista do secretário ao DGABC.

Programa Recicla RGS

A gestão de Akira Auriani (PSB) lançou recentemente o programa Recicla Rio Grande, iniciativa que conta com o suporte da iniciativa privada, doações e ONGs para recolher resíduos recicláveis e materiais de descarte mais complexo, como vidros de esmalte, pilhas, roupas, calçados e outros classificados como classe II – ou seja, não perigosos, mas que exigem um descarte correto para evitar impactos ambientais.

De acordo com Nakaoka, a cidade buscará apoio da Jica no médio e longo prazo para viabilizar novos projetos com investimento internacional.

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Flávio ainda afirmou que a disciplina dos japoneses quanto ao descarte correto de resíduos chama a atenção. Saiba como identificar o que é orgânico e o que é reciclável.

O secretário adjunto conheceu um aterro marítimo altamente controlado e observou de perto o sistema de descarte e coleta ponto a ponto, no qual os moradores percorrem pequenas distâncias para depositar seus resíduos em lixeiras comunitárias.

“Tudo com dias determinados para cada tipo de resíduo e, em algumas cidades, há a obrigatoriedade de se escrever o nome no saco de lixo com cores diferentes para cada tipo de resíduo. Estes sacos contribuem para subsidiar os custos na destinação dos resíduos.”

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Na visão do secretário adjunto, ao contrário do que ocorre no Japão, sem leis mais rígidas, fiscalização eficiente e um plano estruturado de educação ambiental nas escolas, as cidades continuarão enfrentando desafios com o descarte irregular de resíduos.