Fenômenos nas urnas, Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato batem recorde histórico de 3 milhões de votos; veja quem é o terceiro mais votado do País

Eleitos pelo PL em Minas Gerais e São Paulo atropelam marcas anteriores e lideram lista dos dez deputados federais mais votados do Brasil

Proposta de Nikolas busca equiparar o Judiciário ao Executivo no dever de prestar contas diretamente ao Congresso Nacional. Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Plenário da Câmara dos Deputados em Brasília registra novas marcas históricas de votação parlamentar na apuração nacional / Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A corrida eleitoral para a Câmara dos Deputados terminou com um resultado histórico nas urnas após Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) alcançarem, de forma inédita, a marca de mais de três milhões de votos cada. A apuração em 100% das seções garantiu a Nikolas a liderança nacional com 3.119.318 votos, enquanto Pavanato atingiu 3.038.438 votos.

Continua após a publicidade

Os dois deixaram para trás o recorde de Eduardo Bolsonaro de 1,84 milhão em 2018 e a marca anterior do próprio Nikolas de 1,47 milhão obtida em 2022.

A disputa foi acirrada durante todo o processo de contagem, com o candidato paulista mantendo a primeira colocação na maior parte do tempo até ser ultrapassado pelo parlamentar mineiro na reta final.

O raio-X do ranking dos dez mais votados no país em 2026

O mapa dos ten candidatos a deputado federal com maior votação reflete a força da direita, que conquistou seis lugares, enquanto a esquerda ocupa quatro posições. O PL encabeça a lista com quatro nomes, o PSOL soma dois representantes e partidos como Novo, Missão, PT e PSB possuem um nome cada.

Continua após a publicidade

A lista completa traz:

  • Erika Hilton (PSOL-SP) na terceira posição com 1.596.472 votos,
  • André Fernandes (PL-CE) em quarto com 684.372,
  • Sâmia Bomfim (PSOL-SP) em quinto com 583.107,
  • Julia Zanatta (PL-SC) em sexto com 560.223,
  • Ana Elisa (PT-MG) em sétimo com 524.219,
  • Kim Kataguiri (Missão-SP) em oitavo com 520.071,
  • Tábata Amaral (PSB-SP) em nono com 476.383 e
  • Jeffrey Chiquini (Novo-PR) no décimo lugar com 425.399 votos.

Das urnas de 1994 até hoje: como os recordes foram superados

A marca expressiva obtida pelos dois líderes consolida uma escalada no volume de votos recebidos pelos campeões das urnas desde o pleito de 1994, quando Celso Russomanno (PSDB-SP) liderou com 233.482 votos. Em 1998, a maior votação foi de José Genoíno (PT-SP) com 306.988 votos, caindo para Enéas Carneiro (PRONA-SP) em 2002 com 1.573.642.

Os pleitos seguintes registraram Paulo Maluf (PP-SP) em 2006 com 739.827, Tiririca (PR-SP) em 2010 com 1.353.820 e Celso Russomanno (PRB-SP) em 2014 com 1.524.361 votos, abrindo caminho para os picos de votação registrados por Eduardo Bolsonaro em 2018 e Nikolas Ferreira em 2022 com 1.492.047 votos.