Eleições 2026: 20 ministros devem deixar cargos para mudar o Congresso

Debandada deve ocorrer até o prazo de desincompatibilização eleitoral; objetivo é reverter a maioria conservadora no Congresso

Governo Lula vai liberar ministros para disputar cargos eletivos

Governo Lula vai liberar ministros para disputar cargos eletivos | Ricardo Stuckertv / GOV

O Palácio do Planalto vive semanas de contagem regressiva, porque pelo menos 20 ministros do governo Lula deverão deixar seus cargos até 4 de abril de 2026.

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O objetivo é cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral, exigido seis meses antes das eleições, que serão no dia 4 de outubro. 

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A estratégia do governo é clara: ocupar o máximo de cadeiras no Legislativo para garantir governabilidade em um eventual quarto mandato e, principalmente, tentar reverter a atual maioria conservadora no Senado Federal. 

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Xadrez em Brasília  

A saída de ministros atinge tanto o núcleo político mais próximo do presidente quanto as pastas estratégicas ocupadas pelo Centrão. Entre os nomes mais aguardados para deixar os cargos estão:  

  • Casa Civil: Rui Costa (PT) colocou-se à disposição para o Senado da Bahia, com decisão final pendente junto a Lula; 

  • Relações Institucionais: Gleisi Hoffmann (PT) será candidata ao Senado pelo Paraná; 

  • Desenvolvimento, Indústria e Comércio: Geraldo Alckmin (PSB) deve ser candidato à reeleição como vice-presidente; 

  • Fazenda: Fernando Haddad (PT) avalia candidatura ao Senado ou ao governo de São Paulo

  • Meio Ambiente: Marina Silva (Rede) é cotada para disputar uma vaga no Senado; 

  • Minas e Energia: Alexandre Silveira (PSD) avalia ser candidato ao Senado por Minas Gerais; 

Impactos Esperados 

A saída em massa deve provocar uma ampla reforma ministerial no primeiro semestre de 2026, afetando cerca de metade do 1º escalonamento. Lula já discute substituições com aliados para manter a estabilidade. Candidatos visam fortalecer o PT e base aliada no Legislativo.