Sete candidaturas foram confirmadas na disputa pelo governo do Distrito Federal para as Eleições 2026 com o avanço das convenções partidárias. A corrida ao Palácio do Buriti reúne perfis que vão da atual gestão a nomes da oposição, ex-governante e lideranças comunitárias.
As definições e dados já enviados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consolidam o xadrez político da capital em um cenário de indefinições nas vice-governadorias, disputas judiciais e rearranjos de coligações.
Confira a lista de candidatos
Celina Leão (PP)
Celina Leão Hizotti, de 49 anos, é administradora e atual governadora em exercício do DF. Já atuou como deputada distrital por dois mandatos, presidiu a Câmara Legislativa do Distrito Federal e exerceu os cargos de deputada federal e vice-governadora. Ela lidera a coligação formada por PP, MDB, Republicanos, PL e partidos aliados.
O candidato a vice na chapa é o advogado, professor e ex-ministro Gustavo Rocha (Republicanos), de 53 anos. O registro da chapa está em processamento no TSE.
José Roberto Arruda (PSD)
O engenheiro civil José Roberto Arruda, de 72 anos, concorre ao governo pelo PSD em aliança com o Avante e outras legendas. Arruda já foi senador, deputado federal e governou o Distrito Federal de 2007 a 2010. A vaga de vice-governador na chapa segue em aberto.
Condenado no âmbito da Operação Caixa de Pandora, em 2009, o candidato aposta em alterações na Lei de Improbidade Administrativa e na Lei da Ficha Limpa para tentar reverter sua condição judicial e validar sua candidatura, em meio a um cenário em que mudanças e desistências na disputa ao Senado alteram o xadrez político regional e nacional. Seu registro e sua declaração de bens aguardam julgamento do tribunal eleitoral.
Kiko Caputo (NOVO)
O Partido Novo oficializou a candidatura do advogado Francisco Queiroz Caputo Neto, de 56 anos. Caputo presidiu a Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) entre 2010 e 2012 e integrou o Conselho da República de 2018 a 2020. O partido ainda não indicou o nome para a vice-governadoria. A declaração de bens do candidato e o envio completo do registro estão pendentes no sistema do TSE.
Leandro Grass (PT)
O professor e sociólogo Leandro Antonio Grass Peixoto, de 41 anos, disputará o cargo pelo PT, com o apoio da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e da Federação PSOL-Rede. Grass foi deputado distrital entre 2019 e 2022 e presidiu o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de 2023 até abril deste ano, quando deixou o cargo para a disputa eleitoral.
A candidata a vice é a servidora pública e socióloga Teresa Cristina Monteiro, a Tetê Monteiro (PSOL), de 58 anos. O registro da chapa aguarda finalização no TSE.
Paula Belmonte (PSDB)
A empresária e deputada distrital Paula Moreno Paro Belmonte, de 53 anos, concorre ao governo pela Federação PSDB-Cidadania. Ela também exerceu o mandato de deputada federal de 2019 a 2022. A definição do candidato a vice-governador ainda não foi concluída pela federação. A análise do registro segue pendente no tribunal.
Ricardo Cappelli (PSB)
O jornalista Ricardo Garcia Cappelli, de 54 anos, é o candidato do PSB. Ele atuou como interventor federal na Segurança Pública do DF em 2023, foi secretário-executivo do Ministério da Justiça e presidiu a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A indicação para o posto de vice-governador continua em aberto. Sua declaração de bens e o pedido de registro aguardam apreciação pela Justiça Eleitoral.
Samara Mineiro (UP)
A Unidade Popular lançou a candidatura de Samara Mineiro, de 32 anos. Graduada em geografia pela Universidade de Brasília (UnB), ela é professora efetiva da rede pública de ensino do DF e atua em movimentos sociais. A candidata a vice-governadora é Thaís Oliveira, comunicóloga e técnica administrativa no Instituto Federal de Brasília (IFB). As declarações de bens da chapa e o julgamento do registro aguardam liberação no sistema do TSE.
Regras da eleição e atribuições do cargo
A eleição para o Governo do Distrito Federal é majoritária. Para vencer em primeiro turno, o candidato precisa alcançar mais de 50% dos votos válidos, desconsiderando-se os brancos e nulos. Caso nenhum concorrente atinja esse percentual, os dois candidatos mais votados disputam o segundo turno.
Durante a campanha, o cumprimento das regras é monitorado de perto pelos órgãos fiscalizadores, que estabelecem quais condutas são permitidas aos candidatos e o que constitui crime eleitoral. Como chefe do Executivo local, o governador eleito administra os recursos públicos, elabora e executa o orçamento e gerencia serviços essenciais como saúde, educação, segurança e infraestrutura, além de nomear secretários e sancionar ou vetar projetos de lei aprovados pela Câmara Legislativa.
O primeiro turno das Eleições 2026 está agendado para o dia 4 de outubro. Nos locais onde houver segundo turno, a votação ocorrerá em 25 de outubro. O candidato eleito tomará posse no início do próximo ano para um mandato de quatro anos no Palácio do Buriti.







