Lula sobe o tom contra suspeitas de retirada de ônibus no dia da eleição e faz apelo ao TSE para prorrogação do prazo de votação

Fala foi feita na tarde deste domingo (25/10) após denúncias de que os transportes não foram às ruas, descumprindo medidas judiciais

Lula concedeu entrevista à imprensa neste domingo /Lula Marques/Agência Brasil

O Presidente Lula (PT) realizou uma anúncio na tarde domingo (25/10) para solicitar ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a prorrogação do horário de votação – de 17 para 19 horas – após denúncias de suspeitas de que diversos ônibus estão retidos nas garagens das empresas de ônibus, atrapalhando o fluxo de pessoas nas ruas.

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“Eles têm que prorrogar o horário de votação para não pedir que as pessoas que foram prejudicadas pelo banditismo de alguns empresários ou alguns prefeitos sejam prejudicados. Nós queremos o seguinte: eleição feita, eleição honesta, com todo mundo tendo direito de votar. Mas nós não vamos permitir essa roubalheira, esse banditismo, de empresário mau cárater e prefeito bandido”, afirmou Lula à imprensa.

O Presidente também pediu para que os eleitores não desistam de votar.

Campanha de Lula aciona o TRE contra ausência de ônibus em São Paulo

A campanha de Lula acionou o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) para relatar a falta de ônibus e atrasos no transporte público na capital paulista durante o dia de votação. Segundo o partido, eleitores de diversos bairros, principalmente das regiões periféricas, registraram tempo de espera superior a uma hora nos pontos de ônibus.

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O que diz a Prefeitura

Em resposta, a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans informaram que mantiveram uma frota ampliada com milhares de veículos a mais do que em domingos comuns para atender à população durante as eleições.

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Em relação às decisões de última hora para colocar 100% dos veículos em circulação, a gestão municipal e a autarquia alegaram desafios operacionais de logística, ressaltando o curto prazo para a convocação extraordinária de milhares de motoristas e cobradores sem comprometer o direito de voto dos próprios trabalhadores do sistema.