Master tem contrato de R$ 131 milhões com mulher de Moraes divulgado pelo STF e documento cita consultoria estratégica perante a Polícia Federal

Contrato divulgado pelo STF detalha os serviços jurídicos previstos e menciona atuação em procedimentos perante diferentes órgãos públicos

Alexandre de Moraes votou a favor da prisão /Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O documento assinado em 2024 previa a implantação e o aprimoramento contínuo de um programa de compliance para o banco. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Banco Master voltou ao centro das atenções nesta sexta-feira (11/9), após documentos ligados ao caso serem divulgados pelo Supremo Tribunal Federal. A medida ocorreu durante a retirada de sigilo de procedimentos da investigação e colocou contratos do escritório de Viviane Barci de Moraes entre os documentos disponíveis.

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Contrato do Master previa serviços em várias áreas

O contrato entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes foi assinado em janeiro de 2024. O acordo estabelecia a prestação de serviços jurídicos durante três anos. Viviane Barci de Moraes é esposa do ministro Alexandre de Moraes.

O documento previa honorários que poderiam chegar a R$ 131 milhões. A contratação abrangia diferentes áreas de atuação do escritório.

Entre os serviços estava a implantação e o aprimoramento de um programa de compliance. O contrato também citava consultoria estratégica e jurídica em procedimentos ou inquéritos policiais.

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A atuação incluía órgãos como a Polícia Federal e as polícias civis. O documento também mencionava Banco Central, Receita Federal e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O contrato do Banco Master disponibilizado no âmbito do caso registra ainda a possibilidade de representação em processos judiciais.

Documento cita consultoria estratégica perante a PF

A referência à Polícia Federal aparece dentro de uma das áreas previstas no contrato. O texto estabelece serviços de consultoria estratégica e jurídica relacionados a procedimentos e inquéritos policiais.

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O documento também previa atuação perante diferentes órgãos públicos. A estrutura contratual dividia os serviços em núcleos relacionados ao Judiciário, Ministério Público, polícia judiciária, Executivo e Legislativo.

Segundo informações divulgadas no caso, a contratação permaneceu ativa até a liquidação do Master, em 2025. O escritório afirmou que os serviços foram efetivamente prestados durante o período contratado.

O escritório Barci de Moraes também declarou que seu setor de compliance consultou Alexandre de Moraes antes da assinatura. Segundo a banca, a consulta buscou verificar possíveis impedimentos legais.

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Outro contrato envolvendo empresa de Vorcaro

O STF também tornou público um segundo contrato relacionado à Viking Participações Ltda. A empresa também estava ligada ao então controlador do Master, Daniel Vorcaro.

Esse documento previa pagamentos de R$ 50 milhões líquidos ao escritório durante três anos. O objeto incluía consultoria e representação jurídica em diferentes áreas.

Entre os serviços estavam pareceres tributários, trabalhistas e administrativos. O texto também mencionava investigações criminais, procedimentos fiscais e processos judiciais.

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O escritório informou, porém, que essa proposta não chegou a ser aceita. Segundo a banca, não houve assinatura nem prestação de serviços com base nesse segundo documento.

Caso Master terá análise no STF

A divulgação dos contratos ocorreu após uma decisão do ministro André Mendonça. A medida retirou o sigilo de procedimentos relacionados à investigação.

O caso envolve documentos analisados pela Polícia Federal durante a apuração sobre Daniel Vorcaro e o Banco Master. O STF também já autorizou medidas relacionadas à investigação de suspeitas de fraudes envolvendo a instituição financeira.

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Os documentos agora disponíveis devem integrar a análise dos fatos relacionados ao caso. A divulgação dos contratos permite consultar diretamente os termos registrados nos documentos. O conteúdo também deverá ser considerado nas próximas etapas de análise do caso Master.