As urnas de 2026 mostraram que a união de forças entre marido e mulher tornou-se uma estratégia eleitoral vencedora em diversas partes do país. Levantamento baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral confirma que 22 casais que se candidataram juntos a cargos diferentes conseguiram se eleger simultaneamente. O estado de São Paulo registrou um dos casos mais impressionantes do levantamento pela proximidade do resultado numérico entre os dois cônjuges.
Fotos: conheça os 22 casais que transformaram o casamento em uma estratégia vitoriosa nas urnas
Diferença mínima em São Paulo e o voto casado de Santa Catarina
Na disputa paulista, o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB) foi eleito para a Câmara dos Deputados com 132.866 votos, enquanto a esposa Ana Carolina Serra (PSDB) garantiu a reeleição como deputada estadual com 132.881 votos. A diferença entre o casal foi de apenas 15 votos a favor de Ana Carolina.
Já em Santa Catarina, Júlia Zanatta e Guilherme Colombo, ambos do PL, levaram o slogan do “voto casado” ao extremo: eles oficializaram a união civil no dia 28 de setembro, seis dias antes da votação, e acabaram eleitos deputada federal com 560.223 votos e deputado estadual com 76.041 votos.
Viradas políticas na Região Sul e estreias nas urnas
No Paraná, o senador Sergio Moro e a deputada federal Rosangela Moro, ambos do PL, deixaram seus antigos partidos para disputar e vencer o pleito paranaense. Sergio Moro foi eleito governador com 3.127.911 votos, e Rosangela conquistou a vaga na Câmara pelo Paraná com 146.417 votos.
No Rio Grande do Sul, Giovani Cherini (PL) foi reeleito deputado federal com 234.171 votos, enquanto a esposa Adri Cherini (PL) estreou nas urnas sendo a deputada estadual mais votada do estado, com 129.492 votos. Também no território gaúcho, Covatti Filho (PP) reelegeu-se federal com 123.360 votos e a esposa Nicole Weber Covatti (PP) conquistou vaga estadual com 43.239 votos.
Governos estaduais e votações no Norte e Nordeste
Em Alagoas, o tucano JHC foi eleito governador com 52,20% dos votos, enquanto a esposa Marina JHC (PSDB) tornou-se senadora com 28,20%. No Amapá, Dr. Furlan (PSD) elegeu-se governador com 62,75% e a médica Rayssa Furlan (Podemos) garantiu cadeira no Senado com 29,98%.
No Pará, Daniel Santos (Podemos) conquistou o governo com 51,36% dos votos, enquanto Alessandra Haber (Podemos) reelegeu-se deputada federal com 272.856 votos, superando a repercussão de um vídeo íntimo vazado durante a pré-campanha.
Mapeamento das dobradinhas pelo País
O cenário paraense incluiu também as vitórias de Antônio Doido e Andréa Dantas (MDB) para a Câmara (109.670 votos) e Assembleia (50.289 votos), além de Renilce Nicodemos e Neném Albuquerque (MDB), eleitos com 201.601 e 57.823 votos. No Tocantins, Eduardo Fortes e Kátia Chaves (Republicanos) conquistaram cadeiras na mesma Assembleia Legislativa, somando 35.258 e 13.159 votos.
Em Mato Grosso, o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) foi o senador mais votado com 1.187.352 votos, elegendo a esposa Virginia Mendes deputada federal com 102.120 votos. No Ceará, o PL elegeu Carmelo Neto (56.068 votos) e Bella Carmelo (130.802 votos), além dos médicos Dr. Jaziel (64.870 votos) e Dra. Silvana (66.473 votos), enquanto o PSB elegeu Tainah Marinho para a Câmara com a marca histórica de 265.585 votos e Romeu Aldigueri para a Assembleia com 112.303 votos.
Fechando o panorama, Flávia e George Morais (MDB) venceram em Goiás (143.497 e 51.528 votos); Marília e Junio Amaral (PL) em Minas Gerais (42.874 e 33.762 votos); Rodolfo e Gianni Nogueira (PL) em Mato Grosso do Sul (103.303 e 36.108 votos); Perpétua Almeida e Edvaldo Magalhães (PCdoB) no Acre (15.800 e 9.273 votos); Dr. Bernardo e Kaline (PV) no Rio Grande do Norte (130.835 e 61.905 votos); e Clarissa e Pastor Júnior Tércio (PP) em Pernambuco (110.608 e 75.534 votos).























