O cenário para 2026 impõe um divórcio forçado entre o eleitor paulista e seus principais representantes: mais de 3,3 milhões de cidadãos não encontrarão nas urnas os nomes que digitaram no último pleito, pois os quatro deputados federais mais votados na última eleição — Guilherme Boulos, Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Ricardo Salles — devem estar ausentes da disputa pela Câmara.
Guilherme Boulos: do Legislativo ao coração do governo
Guilherme Boulos (PSOL), que rompeu a barreira de 1 milhão de votos em 2022, mudou sua trajetória. Após a disputa pela Prefeitura de São Paulo, ele assumiu o cargo de Ministro da Secretaria-Geral da Presidência.
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O motivo: Boulos indicou publicamente que pretende cumprir sua missão no governo Lula até o fim, priorizando a gestão e a articulação política interna em vez de buscar a reeleição ou uma vaga no Senado. Sua ausência deixa um vácuo imenso para a esquerda paulista, que perde seu maior “puxador de votos” proporcional.
Eduardo Bolsonaro: o exílio político e a estratégia da família
Eduardo Bolsonaro (PL), que já foi o deputado mais votado da história do Brasil em 2018, enfrenta um cenário de incertezas.
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O motivo: Atualmente nos Estados Unidos, o parlamentar teve o mandato cassado administrativamente pela Mesa da Câmara por excesso de faltas. Embora isso não o torne inelegível automaticamente (pois não foi uma condenação criminal), a distância física e as investigações no STF complicam seu retorno.
Resumo dos motivos
| Político | Votos (2022) | Situação Provável | Motivo Principal |
|---|---|---|---|
| Guilherme Boulos | 1.001.472 | Fora (Executivo) | Foco no Ministério e apoio a Lula |
| Eduardo Bolsonaro | 741.070 | Incerto/Fora | Cassação por faltas e permanência no exterior |
| Carla Zambelli | 946.244 | Fora | Condenações e possível inelegibilidade |
| Ricardo Salles | 640.918 | Outro Cargo | Migração para o Partido Novo e foco no Senado |
Entre o exílio e a ambição
O caso de Zambelli é o mais severo legalmente. Condenada pelo TRE-SP por abuso de poder, ela teve o mandato cassado, está inelegível por 8 anos, deixou o país e foi para a Itália, onde possui cidadania.
Atualmente, enfrenta processo de extradição movido pela Justiça brasileira. Já Salles segue ativo, mas mudou de foco: após desentendimentos no PL nas eleições municipais, retornou ao Novo e é pré-candidato ao Senado.
