PF recomenda demissão de Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo; ministro da Justiça decidirá sobre o caso

Possível perda de cargo na corporação ocorre um dia após divulgação das informações de que Eduardo recebeu card green para ficar de forma permanente nos EUA

Eduardo Bolsonaro deve voltar ao Brasil assim que terminar a licença de quatro meses do mandato de deputado federal e também é nome forte a disputa do Senado. Foto: Elaine Menke/PL

Eduardo Bolsonaro viajou para os Estados Unidos em 2025 e nunca mais retornou ao Brasil (Crédito: Elaine Menke/PL)

A Polícia Federal (PF) concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que envolve o ex-deputado Eduardo Bolsonaro por abandono do cargo de escrivão. A corporação recomendou, ao Ministério da Justiça, a demissão do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Agora, cabe ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, a decisão de demitir ou não o servidor da corporação.

O PAD foi instaurado pela PF após o acúmulo contínuo de ausências não justificadas na função de deputado, em que a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decretou a sua cassação por excesso de faltas em dezembro de 2025.

Em seguida, com a perda do mandato parlamentar, Eduardo foi notificado a se reapresentar ao serviço público. O ex-deputado não retornou ao trabalho e permanece até hoje nos Estados Unidos.

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Possível demissão no Brasil, greend card nos EUA para Eduardo Bolsonaro

O governo dos Estados Unidos, sob a gestão do presidente Donald Trump, concedeu “green card” ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 4 anos e 2 meses de reclusão pelo crime de coação no curso do processo. A informação foi divulgada com exclusividade pela “Folha de S.Paulo”.

O green card é um documento emitido pelos EUA que permite com que um estrangeiro possa morar, trabalhar e estudar no país sem a necessidade de qualquer autorização especial.

O documento dado a Eduardo foi liberado em um momento de tensão entre os EUA e o Brasil. Na última semana, o país norte-americano aumentou em 25% as tarifas sobre produtos brasileiros, gerando conflito entre os países.