PL autoriza falta no trabalho para acompanhar idosos e PCDs a médico

Em tramitação, o PL 541/26 altera a CLT para garantir salário de quem cuida de familiares; entenda as regras

Deputada Lenir de Assis (PT-PR) autora do PL 541/26

Deputada Lenir de Assis (PT-PR) autora do PL 541/26 | Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O equilíbrio entre as obrigações profissionais e o suporte familiar está no centro do debate legislativo com o avanço do Projeto de Lei 541/26. A proposta busca alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para garantir que trabalhadores possam se ausentar do expediente, sem prejuízo no salário, para acompanhar idosos ou pessoas com deficiência (PCD) em consultas médicas e exames. 

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Apoio familiar e segurança salarial 

Atualmente, a legislação trabalhista brasileira já prevê abonos para consultas médicas de filhos menores e acompanhamento de esposas grávidas. No entanto, existe uma lacuna jurídica quando o dependente é um idoso ou uma pessoa com deficiência que exige cuidados constantes. 

PL 541/26 surge para preencher esse vácuo, reconhecendo que o envelhecimento populacional e a inclusão demandam uma rede de apoio ativa. 

 Para o trabalhador, a escolha muitas vezes é cruel: zelar pela saúde de um ente querido ou garantir a integridade do contracheque ao final do mês. 

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Veja as regras e quem tem direito ao abono 

Para garantir que o benefício seja aplicado com responsabilidade e sem prejuízos ao rigor administrativo das empresas, o texto estabelece critérios claros de controle.

A proposta assegura o abono integral das horas ausentes, o que impede descontos salariais ou prejuízos ao banco de horas, desde que o trabalhador comprove o acompanhamento mediante a apresentação de atestado médico ou declaração de comparecimento emitida pela unidade de saúde.  

Além disso, o projeto delimita o público-alvo aos ascendentes, como pais e avós com mais de 60 anos, e pessoas com deficiência de qualquer faixa etária, exigindo sempre que haja uma relação comprovada de dependência ou a necessidade efetiva de auxílio para o deslocamento e atendimento. 

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A autora do projeto, deputada Lenir de Assis (PT-PR), defende que a iniciativa é fundamental para garantir que o profissional consiga oferecer o suporte necessário aos seus familiares sem sofrer prejuízos financeiros. Segundo a parlamentar, a proposta “É uma medida de justiça social, para o cumprimento dos deveres de cuidado”.