Quem é Augusto Cury, que nunca ocupou cargo político e agora aparece com 11% na corrida presidencial

Escritor e psiquiatra estreia na política pelo Avante e ganhou força nas pesquisas

Augusto Cury, candidato à presidência

Na campanha, ele tenta se apresentar como uma alternativa à polarização entre os grupos ligados a Lula e ao bolsonarismo/Rafael Chicaroni

Augusto Cury começa a ganhar espaço na corrida presidencial de 2026, mesmo sem ter ocupado anteriormente um cargo político. O escritor e psiquiatra, candidato pelo Avante, saltou de 2% para 11% das intenções de voto em apenas uma semana e aparece na terceira colocação na nova pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (31/8).

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O resultado coloca Cury como o principal destaque do levantamento, em um cenário no qual os dois primeiros colocados perderam pontos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou de 41% para 39%, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) caiu de 37% para 33%.

Com 11%, Cury aparece à frente de nomes com experiência política, como Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 1%.

De escritor a candidato à Presidência

Aos 67 anos, Augusto Jorge Cury nasceu em Colina, no interior de São Paulo, e construiu sua carreira longe da política tradicional. Médico psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, ele também é professor, conferencista e escritor.

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Cury ficou conhecido principalmente pelos livros sobre comportamento, educação emocional e desenvolvimento pessoal. É autor da chamada Teoria da Inteligência Multifocal e publicou dezenas de obras, alcançando notoriedade também por palestras no Brasil e no exterior.

A entrada na política aconteceu somente neste ano. O Avante oficializou sua candidatura à Presidência em agosto, marcando a primeira disputa eleitoral de Cury.

Na campanha, ele tenta se apresentar como uma alternativa à polarização entre os grupos ligados a Lula e ao bolsonarismo. Entre as propostas defendidas pelo candidato estão mudanças no sistema político, educação, empreendedorismo, saúde emocional e maior utilização de tecnologia na administração pública.

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Cury dispara enquanto líderes recuam

O salto registrado na pesquisa BTG/Nexus chama atenção pelo tamanho. Em 24 de agosto, Cury tinha apenas 2% das intenções de voto. Uma semana depois, chegou a 11%, crescimento de nove pontos percentuais.

A pesquisa estimulada mostra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 33%. Ronaldo Caiado aparece com 5%, Renan Santos tem 3% e Romeu Zema, 1%.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Cury também aparece em terceiro, com 8%. Lula tem 37% e Flávio, 30%.

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O levantamento ouviu 2.005 eleitores por telefone entre 28 e 30 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08900/2026.

Segundo turno

O crescimento de Cury ocorre em meio a uma disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Os dois aparecem tecnicamente empatados: 46% para Lula e 45% para Flávio, considerando a margem de erro da pesquisa.

Cury não aparece nas simulações de segundo turno divulgadas no levantamento. Mesmo assim, seu desempenho no primeiro turno coloca o candidato como uma das principais novidades da pesquisa e chama atenção para o espaço de nomes que tentam se apresentar fora da polarização tradicional.

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A força recente de Cury também aparece nas redes sociais. Segundo levantamento citado pelo UOL, o candidato ganhou cerca de 2,5 milhões de seguidores no Instagram em apenas uma semana, movimento que ocorreu simultaneamente ao avanço nas pesquisas.