Tarcísio e Haddad têm propostas diferentes para habitação em SP e detalham medidas para moradia popular, aluguel social e regularização

Veja as medidas previstas para famílias de baixa renda, incluindo financiamento, cooperativas, imóveis desocupados, aluguel subsidiado e ações em regiões vulneráveis

Haddad, Tarcísio e outros concorrentes têm compromissos de campanha previstos em diferentes cidades nesta quarta.

As propostas também incluem medidas específicas para idosos em situação de vulnerabilidade e mulheres vítimas de violência. Foto: Lula Marques/Valter Campanato/Agência Brasil

Tarcísio e Haddad apresentam propostas diferentes para a habitação em São Paulo na eleição de 2026. Os dois candidatos tratam do tema em seus programas e documentos de campanha, com medidas voltadas à produção de moradias, áreas vulneráveis e famílias de baixa renda.

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Tarcísio mantém foco no Casa Paulista

Tarcísio de Freitas propõe ampliar o Casa Paulista, programa estadual que reúne modalidades de produção habitacional, subsídios e financiamento. A iniciativa também atua em regularização fundiária e melhorias urbanas.

O programa oferece subsídios de R$ 10 mil a R$ 16 mil para famílias com renda mensal de até R$ 4.863. O benefício pode ser usado na compra de imóveis aprovados pelo Estado e financiados pela Caixa ou pelo FGTS.

Na campanha, Tarcísio prevê a continuidade desse modelo. A proposta inclui ações em favelas, áreas de risco, mananciais e palafitas, além de obras de urbanização e infraestrutura.

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Proposta também envolve regularização

O plano também mantém a regularização fundiária como uma das frentes da política habitacional. A medida busca formalizar imóveis em áreas que ainda apresentam pendências fundiárias.

O governo estadual informa que a política habitacional também envolve apoio aos municípios, urbanização integrada e melhoria de imóveis precários.

Haddad propõe modelo estadual ligado ao MCMV

Fernando Haddad apresenta outra estrutura para ampliar a oferta de moradias. Entre as propostas está a criação do Minha Casa, Minha Vida Entidades Paulista, inspirado na modalidade federal voltada a associações e cooperativas.

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A ideia prevê maior participação de entidades, cooperativas e movimentos de moradia na produção das unidades. O modelo também inclui mutirões e formas de autogestão.

Locação social entra nas propostas

Haddad também propõe ampliar a locação social. A medida prevê aluguel subsidiado para famílias de baixa renda e grupos em situação de vulnerabilidade.

Outra frente envolve imóveis vazios ou subutilizados. A proposta prevê requalificar esses espaços e destiná-los à habitação social, especialmente em áreas centrais.

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Tarcísio e Haddad citam áreas vulneráveis

As propostas de Tarcísio e Haddad também tratam de regiões com maior vulnerabilidade habitacional. Entre os territórios citados estão áreas de risco, favelas, mananciais e palafitas.

Tarcísio prevê ampliar ações do Casa Paulista nesses locais. Já Haddad propõe mudanças em programas existentes, com reassentamento de famílias e urbanização integrada.

O déficit habitacional ajuda a dimensionar o desafio. Segundo a Fundação João Pinheiro, São Paulo tinha cerca de 1,2 milhão de moradias no déficit habitacional em 2022. O cálculo considera situações como habitações precárias, coabitação e peso excessivo do aluguel.

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As propostas de Tarcísio e Haddad colocam a habitação entre os temas da disputa pelo governo paulista. Os documentos podem ser consultados na plataforma oficial da Justiça Eleitoral, que reúne informações das candidaturas.