A dor que parece ‘nozinho’ tem explicação, e não é músculo embolado

Profissionais explicam por que o termo 'nó muscular' confunde e o que são os pontos-gatilho miofasciais

O incômodo pode aparecer ao irritar o músculo com atividade extenuante ou com movimentos repetitivos

O incômodo pode aparecer ao irritar o músculo com atividade extenuante ou com movimentos repetitivos | Freepik

O famoso “nó muscular” não existe. De acordo com profissionais, o que muita gente chama assim é, na verdade, uma inflamação na região do músculo, conhecida como ponto-gatilho miofascial.

Segundo a CNN Brasil, a fáscia é uma rede de tecidos que funciona como uma teia revestindo o corpo. Existem camadas diferentes e, quando o músculo sofre alguma avaria, a camada fascial acima pode ser prejudicada.

Com isso, surgem pequenos caroços sensíveis ao toque, que causam dor e limitam a amplitude dos movimentos.

O incômodo pode aparecer ao irritar o músculo com atividade extenuante ou com movimentos repetitivos.

Termo ‘nozinho’ confunde o paciente

Em publicação em Instagram profissional, o fisioterapeuta Hildebrando Vanoni, especialista em osteopatia, afirma que o termo “nó muscular” costuma confundir quem está com dor.

Para ele, a tensão muscular nasce no cérebro, não no músculo, e funciona como resposta de proteção do organismo. 

Quando o cérebro percebe algo como ameaça, estresse, dor ou sobrecarga, ele aumenta a tensão no músculo. A área fica mais rígida e dolorida, mas não “embolada”. 

Como a descompressão funciona

Ao apertar um ponto dolorido, o profissional não faz um processo mecânico no músculo. A pressão ajuda a modular o sistema nervoso do paciente e pode reduzir, por um tempo, a sensibilidade da região.

Essa pressão compete com o sinal de dor e pode trazer alívio, com sensação de que algo “soltou”. Em casos de dor recorrente, exercícios, hábitos de movimento e outras formas de prevenção também entram no cuidado.

Com uma explicação incompleta do procedimento, o profissional pode se expressar mal e confundir o paciente. Já com o esclarecimento correto, fica mais fácil entender o processo de liberação e construir autonomia no cuidado.