Uma recuperação considerada surpreendente chamou a atenção de médicos da região de Maricá, no Rio de Janeiro. Isaac de Melo Maia, um bebê de 1 ano e 7 meses, ficou internado por cerca de três meses após ingerir soda cáustica, em um episódio que poderia ter causado sua morte.
O caso ocorreu em outubro de 2025, quando o bebê, no carrinho de supermercado com a mãe, pegou o frasco do produto, abriu e bebeu.
A criança permaneceu 21 dias em coma induzido, ficou 13 dias sem visão após acordar e, para surpresa dos médicos, voltou a ver sem apresentar sequelas neurológicas.
O caso
O episódio aconteceu há cerca de 90 dias. Com queimaduras internas e externas, o bebê foi socorrido e levado ao Hospital Che Guevara.
No dia seguinte, ele foi transferido para uma unidade hospitalar em Niterói, onde passou por cirurgias e diversos procedimentos médicos durante todo o período em que esteve internado.
“Milagre” chama atenção dos médicos
Ao analisarem a situação do bebê, os médicos constataram uma atrofia cerebral e avaliaram que, por consequência, dificilmente a criança se recuperaria sem sequelas relacionadas à mobilidade e ao desenvolvimento.
Após sair do coma induzido, para surpresa da equipe médica, Isaac, que havia permanecido 13 dias sem visão, teve a capacidade visual restabelecida e não apresentou nenhum tipo de sequela neurológica.
O bebê ainda precisará passar por uma cirurgia para expansão do esôfago, uma das áreas fortemente atingidas pela soda cáustica.
Substância química perigosa
A soda cáustica pode ser letal devido à sua natureza altamente corrosiva. Um caso que exemplifica o fato é o de Isabelly Aparecida Ferreira Moro, uma jovem de 23 anos, que tornou-se a vítima de um ataque com a substância química que deformou o seu rosto.
Em caso de ingestão direta do produto, as consequências a longo prazo podem ser irreversíveis.
