Derrame pleural: saiba o que é o quadro que acometeu o cantor Arlindo Cruz

Condição dificulta a respiração e pode estar associada a outras doenças

Situação é secundária a outras doenças. Ela vem seguida de tosses secas e falta de ar

Situação é secundária a outras doenças. Ela vem seguida de tosses secas e falta de ar | Freepik

O cantor Arlindo Cruz foi internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do hospital Barra D’Or, no Rio de Janeiro, por complicações relacionadas a um derrame pleural. Ainda pouco conhecido, esse quadro restringe a respiração do paciente e pode ser perigoso.

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O derrame pleural acontece quando a cavidade pleural – tecido que reveste o pulmão -, fica com excesso de líquido. Essa condição dificulta a respiração, causa inflamação e dor. Porém, ela não é solitária e está associada a outras doenças. 

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O que é o derrame pleural?

Normalmente o espaço pleural tem a função de suavizar a expansão do pulmão durante a respiração. Ele utiliza uma pequena quantidade de água para a lubrificação. A cavidade que reveste o pulmão é delimitada pela pleura parietal e visceral.

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“Essa água cria uma película que lubrifica as membranas e permite o deslizamento do pulmão dentro da cavidade toráxica. Isso gera a expansão de quando você está respirando normalmente”, esclarece Humberto Bogossian, pneumologista do Hospital Albert Einstein. 

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O excesso de líquido comprime a parede do pulmão e faz com que o órgão tenha que forçar para respirar. Dentre os principais sintomas está a falta de respiração e tosse seca.

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Segundo o Hospital Israelita Albert Einstein, a origem do derrame pleural não é única: “Vários fatores podem levar ao derrame pleural, que é uma condição secundária a infecções, doenças cardíacas e pulmonares, cirurgias e traumas torácicos, entre outros”. 

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Quais são as principais causas do derrame pleural?

Também conhecido como água no pulmão, essa situação é dividida em dois tipos: quando existe uma produção exagerada de fluído ou quando algum fator prejudica a absorção na pleura. 

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A primeira é chamada de transudato. O corpo passa a produzir mais líquido por conta de problemas renais (síndrome nefrótica, insuficiência renal com necessidade de diálise), problemas cardíacos, hipotireoidismo, cirrose e outros. 

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O líquido transudato é pobre em proteínas por conta da pressão hidrostática ou redução de proteínas no plasma sanguíneo. 

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“A proteina tem o poder de manter os liquidos dentro da circulação dos vasos. Na falta de nutrientes no sangue, o fluído estravaza e ocupa vários espaços, dentre eles o pleural”, diz o pneumologista.

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Já a segunda situação é conhecida como exsudato. Ela acontece quando uma das paredes da cavidade pleural estão inflamadas e impede a absorção do líquido. Rico em proteínas por conta dos fluídos que extravasam dos vasos sanguíneos.

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“É um líquido que pode ter bactéria, muita proteina, enzimas. São líquidos secundários a um quadro inflamátório”, explica Bogossian.

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Como é o tratamento?

É feito principalmente com diuréticos e medicamentos contra insuficiência cardíaca. “Um derrame maligno também pode exigir tratamento com quimioterapia, radioterapia ou infusão de medicamentos no tórax”, explica o Hospital Albert Einstein.

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O derrame pode ser drenado por meio de toracocentese terapêutica, o que alivia a dor. O procedimento é feito com ultrassonografia e tomografia computadorizada. 

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Qualquer pessoa pode ser afetada, porém idosos em idade avançada, cardiopatas, pessoas com doenças pulmonares crônicas, insuficiência renal crônica e câncer são os grupos de risco. 

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Para identificar um derrame pleural é preciso uma radiografia de tórax e ultrassonografia.