Estudo com quase 8 mil idosos revela que alimento popular pode reduzir risco de demência em 21%

Uma pesquisa japonesa com idosos sugere que o consumo regular de queijo pode diminuir o risco de desenvolver demência. Entenda a relação e os nutrientes envolvidos

Descubra como um estudo inovador associou o queijo à saúde cognitiva na terceira idade, apontando para uma possível redução no risco de demência

Descubra como um estudo inovador associou o queijo à saúde cognitiva na terceira idade, apontando para uma possível redução no risco de demência | Freepik

A busca pelo bem-estar na melhor idade é um dos principais objetivos para diversas pessoas. Neste contexto, manter uma alimentação balanceada e rica em nutrientes pode ser decisivo para a manutenção da saúde conforme envelhecemos.

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Em uma pesquisa recente, cientistas japoneses apontaram o queijo como um aliado na prevenção da demência, uma condição temida por afetar e retirar a autonomia de pessoas mais velhas.

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Apesar de ser uma pesquisa publicada há pouco tempo e carecer de futuros aprofundamentos, a iniciativa traz uma visão otimista para o campo da saúde cognitiva.

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O consumo de queijo e o desenvolvimento da demência

O estudo foi conduzido por pesquisadores do Centro Nacional de Geriatria e Gerontologia, da Universidade de Niimi e de Chiba, no Japão, e publicado na revista Nutrients. Os cientistas acompanharam um grupo com cerca de 7,9 mil idosos com 65 anos ou mais.

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Os participantes foram divididos em dois grupos diferentes: em um, o consumo de queijo acontecia, pelo menos, uma vez por semana; no outro, o laticínio nunca foi consumido.

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No primeiro grupo, foi constatado que 134 pessoas (3,4%) desenvolveram algum tipo de demência, enquanto, dentre os não consumidores de queijo, 176 indivíduos (4,5%) contraíram esta condição.

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Por mais que estes números não apresentem tanta diferença a princípio, a análise estatística determinou que houve uma redução de 24% no risco de desenvolver demência para o grupo que consumiu queijo.

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Em uma segunda análise, os pesquisadores perceberam que os indivíduos do grupo que consumiu queijo também costumavam ter uma dieta rica em frutas, vegetais e carnes.

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Como esses alimentos estão associados a um envelhecimento cognitivo mais saudável, surgiu a necessidade de isolar os efeitos específicos do queijo.

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Com a aplicação de um modelo estatístico complementar, o risco caiu para 21%, o que mantém a hipótese do alimento ter um papel único na preservação da saúde cognitiva.

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Evidências do laticínio contra a demência

Mesmo que fosse possível estabelecer uma relação entre o consumo do alimento e a incidência desta condição cognitiva, os pesquisadores não conseguiram descobrir exatamente o porquê do queijo agir como um agente preventivo.

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Há indícios de que seja por sua composição nutricional. O queijo é rico em vitamina K2, que age na regulação da saúde vascular e na prevenção da hipertensão e aterosclerose, fatores que aumentam o risco de demência vascular.

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O alimento também é fonte de proteínas que apoiam o funcionamento dos neurônios e a ação de substâncias antioxidantes e anti-inflamatórias, processos que estão ligados ao declínio cognitivo.