Especialista em genética afirma que chegar aos 120 anos já é possível e será normal nas próximas gerações

Pesquisadora destaca que compreender os mecanismos do corpo é o caminho para adiar doenças e ampliar anos de vida saudável

Pesquisas recentes sobre envelhecimento indicam que a longevidade humana pode avançar mais do que se imaginava (Foto: Freepik)

Pesquisas recentes sobre envelhecimento indicam que a longevidade humana pode avançar mais do que se imaginava (Foto: Freepik)

A ideia de chegar aos 120 anos de vida já não pertence apenas ao campo da ficção científica. Com o avanço das pesquisas sobre envelhecimento, cientistas começam a tratar essa possibilidade como um horizonte plausível para as próximas gerações.

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Para a professora Milena Georgieva, que estuda genética e biologia molecular, o aumento da expectativa de vida nas últimas décadas e o domínio crescente dos mecanismos celulares ajudam a sustentar essa projeção. Ainda assim, o desafio é transformar esse conhecimento em saúde real.

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Em paralelo, a pesquisadora chama atenção para um ponto crítico: doenças associadas ao envelhecimento têm surgido mais cedo, o que pressiona sistemas de saúde e levanta dúvidas sobre qualidade de vida no futuro.

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Como a ciência começou a decifrar o envelhecimento

Nas últimas duas décadas, a biologia molecular avançou de forma significativa ao identificar fatores que influenciam o envelhecimento humano. Esses achados abriram espaço para novas estratégias de prevenção e intervenção.

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Segundo Georgieva, compreender como o corpo envelhece em nível molecular é o primeiro passo para interferir nesse processo. Quanto maior esse entendimento, maiores são as chances de retardar o desgaste natural do organismo.

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O foco das pesquisas não é apenas estender o tempo de vida, mas garantir que esses anos adicionais sejam vividos com menos doenças e mais autonomia.

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Por que a longevidade extrema deixou de ser apenas teoria

A expectativa de vida global aumentou de forma consistente nas últimas décadas, o que levou cientistas a revisarem projeções antes consideradas improváveis. Entre elas, a possibilidade de alcançar 120 anos.

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“A expectativa de vida de 120 anos parece incrivelmente provável devido ao que testemunhamos nas últimas décadas, ou seja, o aumento da expectativa de vida em 30 a 40% em comparação com o passado”, revela em entrevista ao jornal búlgaro Hristo Botev.

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Apesar do avanço, a própria pesquisadora ressalta que ainda há um descompasso importante entre viver mais e viver melhor. Isso porque doenças crônicas continuam sendo determinantes na mortalidade global.

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Avanço das doenças e desafio da prevenção

Entre os principais problemas estão as doenças cardiovasculares, metabólicas e neurodegenerativas. Elas seguem como as maiores causas de morte e, segundo estudos recentes, aparecem cada vez mais cedo em parte da população.

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Georgieva aponta que muitas dessas condições poderiam ser evitadas com mudanças estruturais na forma como a saúde é tratada, além de maior atenção à prevenção ao longo da vida.

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“Para mim, como cientista, é até triste falar de doenças que poderiam ser prevenidas e que estão matando pessoas cada vez mais jovens. É por isso que essa idade soa um pouco como ficção científica”, desabafa.

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Caminhos da ciência para prolongar a vida saudável

Além da pesquisa acadêmica, novas tecnologias começam a ser aplicadas para entender o envelhecimento de forma individualizada. É o caso do uso da epigenética combinada com inteligência artificial.

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A proposta é mapear sinais biológicos que indicam como cada organismo envelhece, permitindo intervenções mais precisas e personalizadas ao longo do tempo.

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Embora ainda em desenvolvimento, essas abordagens reforçam a ideia de que o futuro da longevidade não depende apenas de viver mais, mas de garantir que esses anos extras sejam marcados por saúde e qualidade de vida.