A idade da sua morte pode estar marcada desde o nascimento, sugere nova pesquisa sobre genes

Cientistas reduziram interferências externas e estimaram quanto os genes influenciam viver mais e com qualidade

Nossa genética pode ditar o tempo de vida que podemos chegar de forma significativa

Nossa genética pode ditar o tempo de vida que podemos chegar de forma significativa | Freepik

Um estudo do Instituto Weizmann de Ciência, em Israel, sugere que a genética pode responder por cerca de metade da nossa expectativa de vida, mesmo com diferenças de rotina, ambiente e cuidados de saúde.

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Para medir esse peso, pesquisadores analisaram material genético de gêmeos e tentaram reduzir a interferência de causas externas de mortalidade, como surtos de infecções e conflitos que marcaram épocas passadas.

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Como o estudo foi feito

Pesquisas mais antigas sobre longevidade, sobretudo no século 19, sofriam com muitos fatores extrínsecos, como falta de antibióticos e doenças infecciosas. Isso distorcia resultados e escondia parte do impacto da hereditariedade.

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Com métodos atuais, os cientistas conseguiram separar melhor o que vem de fora do corpo do que está ligado ao organismo. A comparação entre perfis genéticos ajudou a estimar com mais precisão o papel dos genes.

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Quando os genes pesam mais

Segundo o estudo, os genes podem encurtar a vida ao aumentar a predisposição a doenças graves, como as cardiovasculares. Em outros casos, variantes genéticas podem atuar como proteção, reduzindo riscos ao longo do tempo.

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Ben Shenhar, um dos autores do artigo, disse ao Times of Israel que pessoas que passam dos 100 anos sem grandes enfermidades tendem a ter uma combinação genética favorável, capaz de conter problemas com mais eficiência.

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Mesmo assim, Shenhar ressalta que não existe um único fator genético responsável por isso. São milhares de genes com efeitos pequenos e diferentes em cada pessoa, o que torna a análise caso a caso a mais segura.

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O que ainda depende do dia a dia

O estudo reforça que a herança familiar importa, mas não decide tudo sozinha. O DNA influencia riscos e características, porém o ambiente também conta.

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Hábitos como alimentação equilibrada, sono em dia e atividade física ajudam a reduzir riscos e melhorar a qualidade de vida