O refrigerante zero costuma ser visto como uma alternativa segura para quem tem diabetes ou pré-diabetes. A ausência de açúcar evita picos imediatos de glicose, mas esse dado, isoladamente, não resume o impacto da bebida na saúde.
Ultraprocessados e ganho de peso
Segundo a nutricionista e educadora em diabetes Maristela Strufaldi, da Sociedade Brasileira de Diabetes informou ao portal umdiabético, o refrigerante zero não altera diretamente a glicemia por não conter carboidratos. Nesse aspecto específico, ele não interfere na leitura do glicosímetro.
Isso, porém, não significa que seja uma escolha neutra. O controle do diabetes envolve fatores que vão além da glicose após as refeições e incluem qualidade da alimentação e saúde metabólica a longo prazo.
O principal ponto de atenção está no fato de o refrigerante zero ser um alimento ultraprocessado. Ele concentra sódio, aditivos e corantes, componentes que não são recomendados para consumo diário.
Estudos associam o uso frequente de ultraprocessados ao ganho de peso, alterações na pressão arterial e piora do perfil metabólico. Esses fatores afetam diretamente pessoas com diabetes e também quem está em risco de desenvolver a doença.
Exceção, não regra
Outro erro comum é confundir glicemia estável com alimentação saudável. Um alimento pode não elevar o açúcar no sangue e ainda assim prejudicar o organismo quando consumido com frequência.
Maristela reforça que o refrigerante deve ser exceção, não regra, mesmo na versão zero. O alerta vale especialmente quando a bebida passa a fazer parte da rotina diária.
Entre crianças e adolescentes, o problema se agrava quando o refrigerante zero é usado como forma de hidratação, substituindo a água. Esse hábito compromete a construção de padrões alimentares saudáveis desde cedo.
Redução de sabores artificiais
A recomendação não se limita a quem tem diabetes. Evitar o consumo regular de refrigerantes é uma orientação válida para toda a população, independentemente do diagnóstico.
Para o dia a dia, alternativas simples são mais adequadas. Água, água com gás, bebidas aromatizadas naturalmente e sucos bem diluídos ajudam a reduzir a dependência de sabores artificiais.
O consumo ocasional de refrigerante zero não representa um risco isolado. A questão central está na frequência, no contexto e no que essa bebida substitui dentro da alimentação cotidiana.
**Texto com informações do portal umdiabético.
