Talentos da ciência: 4 criações recentes de brasileiros para mudar o mundo

Nova geração de cientistas do País prova seu valor ao criar tecnologias premiadas para o combate a doenças e a democratização do acesso à água potável

Novas invenções nacionais vão de Aedes aegypti sem dengue à purificação de água

Novas invenções nacionais vão de Aedes aegypti sem dengue à purificação de água | Tânia Rêgo/Agência Brasil

As contribuições recentes de talentos brasileiros nas áreas de saúde, inovação e tecnologia continuam chamando a atenção da mídia especializada.

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Projetos desenvolvidos nos últimos anos, como a ‘proteína de Deus’, molécula capaz de regenerar lesões medulares causadas por traumas graves, se mostraram promissores para auxiliar no diagnóstico e combate contra doenças, além de causas sustentáveis.

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Mesmo com pouca repercussão, muitas dessas iniciativas são cruciais para colocar o Brasil no mapa da ciência e desenvolver a carreira de nomes promissores e suas ideias.

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Confira quatro projetos desenvolvidos nos últimos anos e que impressionaram a comunidade científica e, em certos casos, renderam prêmios.

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Brasileiro cria mosquito Aedes que não transmite dengue

O pesquisador Luciano Moreia foi reconhecido como uma das dez pessoas que moldaram a ciência em 2025. A lista, publicada em dezembro do mesmo ano pela revista Nature, é considerada uma das mais influentes do mundo.

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No Brasil, Moreira lidera uma iniciativa que vem reduzindo e, no futuro, pretende eliminar doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya.

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Ao longo de 17 anos de pesquisa, o brasileiro descobriu como criar uma nova versão do mosquito “turbinada” com uma bactéria chamada Wolbachia. Com ela, o vírus não consegue se proliferar, tornando-o quase inofensivo aos humanos.

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Atualmente, Luciano Moreira é responsável pela maior fábrica de mosquitos do mundo, localizada em Curitiba. Hoje, os mosquitos criados pelo brasileiro já estão em 16 cidades diferentes, com algumas conseguindo uma redução de até 89% dos casos de dengue.

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Estudante cria programa de IA capaz de auxiliar no diagnóstico de doenças

O jovem Nuno Abílio, aluno do curso de Ciências da Computação da Universidade Estadual de Maringá (UEM), criou um programa que utiliza inteligência artificial (IA) para auxiliar no diagnóstico de doenças, como malária e Chagas.

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A ideia surgiu a partir de uma iniciativa da Iniciação Científica junto com o professor do departamento de informática da UEM, Yandre Costa. O jovem foi convidado pelo docente para integrar um projeto da instituição em parceria com laboratórios que trabalham com amostras de imagens microscópicas biológicas.

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Yandre pontuou que nele também são aplicadas técnicas de processamento de imagem e inteligência artificial para resolver os problemas recorrentes vividos em laboratórios.

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Nuno explicou que a ideia do projeto não é que o diagnóstico seja feito apenas pela inteligência artificial, já que o laudo final será de responsabilidade dos médicos atuando em cada caso.

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Ele ainda disse que o projeto fará com que os tratamentos comecem mais rápido e sejam mais eficazes, levando em conta a possibilidade de diagnósticos mais rápidos.

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Jovem cientista leva água limpa para milhares de pessoas

A jovem Anna Luísa Beserra Santos, de apenas 16 anos, criou a Aqualuz, um dispositivo simples e acessível de energia solar capaz de purificar a água e deixá-la própria para o consumo.

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A ideia já está em uso e melhorando vidas em todo o Brasil e em outros lugares ao redor do mundo.

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Cerca de 2,2 bilhões de pessoas ainda vivem sem acesso à água potável gerenciada com segurança. Esse fator motivou Ana a encontrar uma alternativa capaz de auxiliar os mais necessitados sem usar produtos químicos ou filtros complexos.

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A Unesco destacou o trabalho da jovem, em seu site oficial, como marco em pesquisa e inovação mundial da água.  

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Extra: bolsista desenvolve garrafa que limpa a água

A jovem Bárbara Paiva, graduada em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), desenvolveu uma garrafa que torna toda água potável.

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O projeto, nomeado como Aqualux, nasceu enquanto Paiva cursava seu mestrado, também pela Ufop. A iniciativa estuda a radiação azul na água e seus efeitos de esterilização, matando micro-organismos, incluindo patogênicos que fazem mal à saúde.

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Segundo a jovem, o projeto nasceu após ela investigar e descobrir que cerca de 35 milhões de pessoas no Brasil não têm acesso à água potável.

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Assim, nasceu a ideia de criar uma garrafa capaz de ser usada tanto para quem não tem acesso à água potável, quanto por atletas e campistas que vão para lugares onde não sabem a qualidade ou a procedência do líquido.

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Paiva ainda disse acreditar que sua iniciativa possui o potencial para impactar a vida de milhões de pessoas, não apenas no Brasil, mas no mundo.

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Todas as suas ideias lhe renderam o título de campeã do Red Bull Basement de 2021, um concurso voltado para inovação e tecnologia. Ela também garantiu a medalha de vencedora de storytelling na final mundial do concurso.