A PixBet, empresa de apostas esportivas que sofreu busca e apreensão da Polícia Federal (PF) em sua sede, na cidade de Campina Grande, na Paraíba, é um dos principais alvos envolvidos da Operação Arena.
Deflagrada na quinta-feira (13/8), a Operação Arena apura um grupo empresarial suspeito de utilizar estruturas societárias e financeiras no exterior para ocultar a origem e o destino de recursos ligados a jogos de azar e apostas esportivas.
Segundo a Polícia Federal, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados, além de medidas de quebra de sigilos e de sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores.
Investimentos no futebol e na Globo
A reportagem da Gazeta apurou que a PixBet efetuou pagamentos à Rede Globo para patrocinar publicidade durante a Copa do Mundo de 2022, realizada no Catar, e ao Corinthians, ao Flamengo e outras inúmeras outras empresas e instituições.
No Corinthians, a PixBet fechou para estampar seu nome nas costas da camisa da equipe paulista. A parceria chegou ao fim em 2024. Após o rompimento, a casa de apostas cobrava uma multa de R$ 20 milhões, alegando que o contrato previa exclusividade no segmento de apostas esportivas dentro do Parque São Jorge. Após a polêmica, as partes fecharam um acordo para o pagamento parcelado do valor.
No Flamengo, a PixBet atuou como patrocinadora máster na camisa do time profissional e a parceria durou cerca de um ano e oito meses, sendo encerrada em agosto de 2025. Na ocasião, o clube carioca e a empresa encaminharam a rescisão contratual após o Rubro-Negro manifestar insatisfação com o atraso no pagamento das parcelas por parte da operadora.

Nelson Willians e a PixBet
Além da PixBet, o empresário Nelson Willians também foi alvo de busca e apreensão na mesma operação deflagrada nessa quinta.
O advogado decidiu se afastar, por prazo indeterminado, da administração da NWADV, escritório que leva seu nome. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (14/8).
Em nota, Wilians afirmou que tomou a decisão para priorizar a família e acompanhar os desdobramentos das investigações.
A partir de agora, a administração do escritório ficará sob responsabilidade de um Comitê Executivo.
A defesa de Willians informou ainda, durante esta quinta, que a relação do advogado com a PixBet é “estritamente profissional para prestação de serviços de advocacia”.
Confira a nota da defesa de Willians na íntegra:
“A relação entre o Nelson Wilians e a PixBet é estritamente profissional e decorre da prestação de serviços de advocacia.
A atuação do escritório em favor de seus clientes limita-se ao exercício regular da advocacia, não se confundindo com as atividades empresariais por eles desenvolvidas.
Os R$ 37 milhões citados pelo JN representariam, em média, aproximadamente R$ 500 mil mensais em honorários, considerando todo o período. Diante do porte do cliente, do volume e da complexidade dos serviços jurídicos prestados, trata-se de um valor que está longe de ser injustificável ou incompatível com a relação profissional mantida. Salvo melhor juízo.
Advogamos para eles desde 2019, salvo engano. Durante esse período, todas as principais demandas jurídicas deles esteve sob os nossos cuidados. Desde o registro da marca no INPI, regulamentação para funcionar, contratos com Corinthians, Flamengo, etc…
Tudo com contratos e serviços prestados.“
