Novo episódio da crise no PSL

A crise no partido do presidente da República se agravou essa semana após áudios vazados, insultos e troca de acusações.

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O líder do PSL na Câmara, o deputado goiano Delegado Waldir, chamar Jair Bolsonaro de vagabundo foi só um capítulo dessa série que começou com o episódio das candidaturas laranjas.

As denúncias de que o PSL teria utilizado candidaturas de fachada para receber dinheiro público provocaram um racha dentro do partido. Para desassociar sua imagem à do PSL, Bolsonaro começou a criticar o presidente da sigla, Luciano Bivar, que foi alvo de operação da Polícia Federal recentemente.

Não demorou muito e a guerra estava declarada dentro do partido. De um lado, a ala bolsonarista e do outro a ala de Bivar. Importante relembrar que Bolsonaro foi eleito levantando a bandeira do combate à corrupção e da nova política, todavia, se utilizar de candidatos falsos para financiar campanhas é algo muito antigo.

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Um outro episódio que ajudou a agravar ainda mais a confusão foi a tentativa de Bolsonaro para indicar o filho Eduardo para a liderança do PSL na Câmara. O cargo seria um prêmio de consolação, depois da tentativa frustrada de Eduardo ser o embaixador do Brasil em Washington. No entanto, ex-aliados do presidente não concordaram e consideraram abusiva a interferência no Legislativo.

Contudo, o PSL não pode negar que deve muito a Bolsonaro. De partido nanico, passou a ser uma superpotência após a eleição presidencial e deve ser em 2020 uma das legendas que mais receberá verba pública dos fundos eleitorais e partidários.

De olho nas próximas eleições, outras siglas já estão flertando com o presidente. Mudar de partido pode cumprir com o papel de se distanciar das denúncias de corrupção, mas pode deixar a relação com o Congresso ainda mais frágil.

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O governo nunca teve uma base aliada, e com a crise deflagrada dentro do PSL, o presidente pode ficar sem apoio para aprovar propostas importantes para o País, como as reformas tributária e da Previdência.

Enquanto Bolsonaro toca o País como se estivesse em uma monarquia querendo dividir poder com os filhos, vai perdendo apoio no Congresso, transformando aliados em desafetos e deixando de lado as propostas para amenizar a crise econômica do País. Nesse ritmo, o presidente caminha para o isolamento e vai contar somente com os filhos e apoiadores fanáticos.