Entre os inúmeros atrativos que se abrigam na Grande São Paulo, alguns acabam passando despercebidos, como se fossem refúgios secretos na região. Um grande exemplo é o Caminho do Sal, com uma rota histórica do século 17 que margeia a Serra do Mar.
O trajeto conecta São Bernardo do Campo, Santo André e Mogi das Cruzes e oferece muita natureza ao longo dos 50 quilômetros de extensão.
Feito em uma estrada de terra, o percurso chama a atenção especialmente de entusiastas de cavalgada, longas caminhadas ou da prática do mountain bike.
De ‘atalho’ à rota histórica proibida
Originada na época de 1640, então conhecida como “Caminho de Zanzalá”, a trilha servia como um “atalho” para o transporte de mantimentos pelos portugueses, nas passagens indígenas deixadas no local. O principal mantimento transportado era o sal, o que explica a origem do nome.
Com o avanço do tempo, diversos povos passaram a usar o local para se locomover, até que passou a se tornar local de atividades ilícitas: uma rota alternativa de escoamento clandestino de pedras preciosas vindas de áreas de mineração.
Assim que ficou ciente, a Coroa Portuguesa interveio e bloqueou oficialmente o trajeto na tentativa de conter o contrabando, com o local tendo permanecido fechado e esquecido por um longo período.
Atrativos e segredos
Desde 2014, há uma parceria entre as prefeituras locais para garantir que o percurso seja bem sinalizado e organizado, transformando a saída em uma opção muito segura para a população.
Durante o trajeto, estão diversas paisagens de tirar o fôlego da região da Serra do Mar, cruzando piscinas naturais, rios e córregos que trazem o sentimento de calmaria e repouso distante do agito da cidade.
Alguns trechos possuem até vista privilegiada para a Represa Billings.
Originada na época de 1640, então conhecida como “Caminho de Zanzalá”, a trilha servia como um “atalho” para o transporte de mantimentos pelos portugueses/Ilustração/Gazeta de S.PauloO itinerário percorre paisagens impressionantes da Serra do Mar, cruzando rios, córregos e piscinas naturais que contrastam com o agito da capital. Há, inclusive, trechos com vista privilegiada para a Represa Billings.
Atraindo cada vez mais ciclistas, corredores e aventureiros, o trajeto que margeia o Parque Estadual da Serra do Mar e outras unidades de conservação tem sido um destino mais elogiado, com foco na preservação de trechos de Mata Atlântica e fauna selvagem a poucos quilômetros da maior metrópole do País.




