Marinha do Brasil registra 52,5 mil embarcações no DF e coloca a capital no 4º lugar do ranking náutico nacional / Reprodução/visitbrasil
A marca de 52.533 embarcações registradas no Distrito Federal posiciona a capital federal na quarta colocação do ranking náutico nacional, à frente de metrópoles litorâneas. O levantamento da Marinha do Brasil indica que o volume de embarcações no Lago Paranoá consolida um ambiente de negócios e serviços aquáticos de grande porte no Centro-Oeste, amparado pela infraestrutura local e pelos indicadores de renda da região.
Continua após a publicidade
Uma particularidade burocrática explica em parte a dimensão expressiva desse contingente. A Capitania Fluvial local, vinculada à Marinha do Brasil, responde também pelo registro de municípios turísticos de Goiás e do Entorno. Isso faz com que a frota náutica de Brasília incorpore dados regionais, o que infla os números oficiais do Distrito Federal e torna o trâmite documental mais ágil que em capitais costeiras.
Menor custo de manutenção em água doce atrai proprietários de embarcações
As embarcações em Brasília encontram no espelho d’água condições operacionais muito superiores às do oceano. A ausência de maresia, marés e ressacas reduz drasticamente a corrosão das peças, o que barateia a manutenção e permite o uso regular o ano todo no Lago Paranoá.
Carregando enquete…
Continua após a publicidade
A diversificação das embarcações em Brasília engloba desde botes e caiaques até iates e veleiros de alta performance. Estruturas como o Iate Clube concentram centenas desses barcos, e abrigam, inclusive, modelos utilizados por velejadores olímpicos.
Fiscalização da Marinha e avanço do modelo de cotas compartilhadas no DF
A atuação constante da Marinha do Brasil garante a ordenação do tráfego aquaviário junto ao Batalhão Lacustre e ao Corpo de Bombeiros. É necessário a habilitação técnica para conduzir embarcações em Brasília, com fiscalizações focadas em equipamentos de salvatagem e testes de etilômetro.
A frota náutica de Brasília atrai um público diverso, de empresários e servidores públicos a praticantes de esportes náuticos. Para baratear o custo das embarcações em Brasília, que variam de R$ 40 mil a mais de R$ 700 mil, o modelo de propriedade compartilhada em cotas virou tendência dominante entre os frequentadores do Lago Paranoá.
Continua após a publicidade
A movimentação intensa na frota náutica de Brasília consolida a orla como um dos eixos comerciais mais rentáveis da região, impulsionando escolas de vela, marinas e locações.
Brasília além do óbvio: 18 construções que revelam a história, a arquitetura e os mistérios da capital
Projetada na década de 1960, a antiga sede da companhia energética utilizava lâminas de concreto e linhas modernistas para garantir ventilação cruzada e luz natural contínua. Reprodução/Arquivo Público do DFProjetado por Niemeyer sem ponta no topo, o edifício monumental utiliza a acústica e a sombra das faces de concreto para amenizar o calor do cerrado no interior das salas. Reprodução/Wikimedia CommonsCom paredes inclinadas cobertas por blocos de Athos Bulcão, o teatro foi erguido em forma de pirâmide truncada e abriga três grandes salas de espetáculo no coração de Brasília. Reprodução/Wikimedia CommonsAlém da fachada piramidal assimétrica, a estrutura do teatro foi pensada para se integrar ao Eixo Monumental como uma gigantesca escultura aberta à circulação pública. Reprodução/Wikimedia CommonsConstruída exatamente sobre o Paralelo 15 Sul, a pequena capela piramidal marca o ponto da profecia de 1883 sobre uma rica civilização entre os paralelos 15 e 20. Reprodução/Wikimedia CommonsErguida às margens do Lago Paranoá em 1957, a estrutura em alvenaria curva e mármore foi a primeira construção em alvenaria concluída no território da nova capital. Reprodução/Wikimedia CommonsNo ponto mais alto do Eixo Monumental, o monumento abriga a cripta mortuária de Juscelino em uma câmara escura com vitrais de Marianne Peretti e réplica do gabinete presidencial. Reprodução/Wikimedia CommonsRevestido de mármore branco e inspirado nas mastabas egípcias, o espaço guarda cartas pessoais, faixas presidenciais e o acervo bibliográfico que acompanhou o ex-presidente. Reprodução/Wikimedia CommonsIdealizado ainda no século XIX pela Missão Cruls para amenizar a seca do Planalto Central, o lago artificial tem 48 km² e exigiu o represamento do Rio Paranoá em 1959. Reprodução/Wikimedia CommonsComposta por 16 pilares curvos de 90 toneladas, a catedral possui acesso subterrâneo para garantir que o visitante passe da penumbra diretamente para a claridade dos vitrais. Reprodução/Wikimedia CommonsAs esculturas em bronze de três metros de altura na entrada representam os quatro evangelistas e foram esculpidas pelo artista plástico Dante Croce em 1968. Reprodução/Wikimedia CommonsOs primeiros traçados abertos em meio à terra vermelha do cerrado mostram a velocidade das obras que mobilizaram cerca de 60 mil candangos entre 1956 e 1960. Reprodução/Arquivo Público do DFO esboço original de Lúcio Costa venceu o concurso de 1957 com a proposta de cruzar dois eixos como um sinal de posse, adaptando uma das linhas à bacia do Paranoá. Reprodução/Arquivo Público do DFCom vista panorâmica para o Plano Piloto, a ermida foi desenhada por Oscar Niemeyer e homenageia o santo italiano considerado o padroeiro espiritual da cidade. Reprodução/Arquivo Público do DFCom mais de 80 quilômetros de margens urbanizadas, o reservatório artificial ajudou a moldar o microclima local e hoje concentra a terceira maior frota náutica do país. Reprodução/Arquivo Público do DFLançada em 1922 no Morro do Centenário, em Planaltina, a estrutura octogonal marcou os 100 anos da Independência muito antes do início oficial das obras de JK. Reprodução/Arquivo Público do DFA pirâmide de sete faces erguida em 1989 tem 21 metros de altura e abriga no ápice um cristal puro de 21 quilos para orientar a caminhada em espiral dos visitantes. Reprodução/Fecomercio-DFConhecido como a Pirâmide dos Espíritos Luminosos, o local reúne elementos da numerologia e da mística egípcia em pisos e mandalas de mármore desenhadas no solo. Reprodução/Fecomercio-DF