‘Jardim do Brasil’ encanta com 31 mil hectares de natureza preservada, cachoeiras deslumbrantes e entrada gratuita

Parque Nacional da Serra do Cipó abriga uma das maiores áreas preservadas do Brasil

Parque Nacional da Serra do Cipó (Foto_ Rodrigo.Argenton_Wikimedia Commons)

Com acesso gratuito, o Parque Nacional da Serra do Cipó é um dos principais refúgios ecológicos do País (Foto: Rodrigo Argenton/Wikimedia Commons)

Paisagens montanhosas, rios de águas cristalinas e uma das maiores riquezas botânicas do País fazem do Parque Nacional da Serra do Cipó um dos principais destinos de ecoturismo de Minas Gerais.

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A unidade de conservação, localizada a cerca de 100 km de Belo Horizonte, recebeu do paisagista Roberto Burle Marx o apelido de “Jardim do Brasil” pela enorme diversidade de espécies vegetais encontradas na região.

Administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o parque ocupa 31.639,53 hectares, distribuídos entre os municípios de Jaboticatubas, Santana do Riacho, Morro do Pilar e Itambé do Mato Dentro.

O que fazer no Parque Nacional da Serra do Cipó

As trilhas levam a alguns dos cenários mais conhecidos da Serra do Cipó. A Cachoeira da Farofa é uma das preferidas dos visitantes, com percurso de dificuldade moderada e caminho praticamente plano, que também pode ser feito de bicicleta.

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Outro passeio bastante procurado leva ao Cânion das Bandeirinhas, cartão-postal da unidade.

O Vale do Travessão também merece espaço no roteiro por oferecer um mirante natural com vista para a divisão das bacias dos rios São Francisco e Doce.

Além disso, há outras atrações aquáticas, como as Cachoeiras do Capão, do Tombador e das Andorinhas, além do Circuito das Lagoas e a pequena praia de água doce chamada Bambuzal.

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Biodiversidade do parque

A transição entre Cerrado, Mata Atlântica e campos de altitude amplia a variedade de espécies.

Grande parte da área é formada por campos rupestres sobre rochas de quartzito, ambiente conhecido pela presença de sempre-vivas, bromélias e orquídeas.

O parque também protege animais ameaçados de extinção, como o lobo-guará, o tamanduá-bandeira, a onça-parda, o gato-maracajá e outras espécies registradas pelo ICMBio.

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Essa combinação de fauna e flora tornou a região uma das áreas de maior importância para a conservação da biodiversidade brasileira.

Como chegar partindo da Capital

A viagem começa em Belo Horizonte pela rodovia MG-010, passando por Vespasiano e Lagoa Santa em direção a Conceição do Mato Dentro.

O percurso até a portaria principal, localizada no distrito de Serra do Cipó, em Santana do Riacho, leva entre uma hora e meia e duas horas de carro.

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O acesso é totalmente asfaltado e costuma ser a principal escolha de quem visita o parque por conta própria. Para aproveitar melhor o dia, vale sair cedo da capital, principalmente nos fins de semana e feriados.

O que saber antes de visitar

A entrada no Parque Nacional da Serra do Cipó é gratuita. No entanto, algumas cachoeiras bastante conhecidas da região, como a Véu da Noiva, ficam em propriedades particulares no entorno e cobram ingresso para acesso.

Conhecido como “Temporada de Montanha”, o período entre maio e setembro costuma oferecer as melhores condições para as trilhas, já que o volume dos rios permanece mais baixo.

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Em percursos longos, a recomendação é contratar guias credenciados para aumentar a segurança. Também é importante levar água, lanches leves, protetor solar, repelente e roupas adequadas para caminhadas em meio à natureza.

Confira o horário de funcionamento de cada atração: