Batata e carne mais caras: saiba quais itens elevam custo da cesta básica

Dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do Dieese em parceria com a Conab

Entre os destaques está o pacote de arroz de 5 kg, que ficou 34,54% mais barato no período

Carne bovina de primeira ficou mais cara em 25 das 27 capitais, sendo apontada como o principal fator de pressão sobre o custo da cesta | Tânia Rêgo/Agência Brasil

Em dezembro de 2025, o aumento da cesta básica em parte das capitais brasileiras foi puxado principalmente pelos itens de maior peso no orçamento das famílias, com destaque para a carne bovina de primeira e a batata.

Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A carne bovina de primeira ficou mais cara em 25 das 27 capitais, sendo apontada como o principal fator de pressão sobre o custo da cesta.

De acordo com o levantamento, a alta está associada à demanda aquecida no mercado interno e externo e à oferta restrita do produto, o que elevou significativamente os preços ao consumidor.

A cesta básica em 2025 subiu em 14 das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese. São Paulo ocupa a primeira posição.

Itens mais caros

Outro item que pesou no bolso foi a batata, que registrou aumento em quase todo o país. A única exceção foi Porto Alegre, onde houve queda de 3,57%. No Rio de Janeiro, a alta chegou a 24,10%, influenciada pelas chuvas e pelo encerramento do período de colheita, fatores que reduziram a oferta.

Com esses reajustes, a cesta básica ficou mais cara em 17 capitais, com maior variação em Maceió (3,19%), seguida por Belo Horizonte (1,58%), Salvador (1,55%), Brasília (1,54%) e Teresina (1,39%). João Pessoa manteve estabilidade, enquanto as demais capitais registraram queda, especialmente na Região Norte.

Mesmo com oscilações regionais, São Paulo segue com a cesta básica mais cara do país, ao custo médio de R$ 845,95, valor fortemente impactado pelos preços elevados da carne. Na sequência aparecem Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29).

Com base no custo da cesta paulistana, o Dieese calcula que o salário-mínimo necessário em dezembro de 2025 deveria ser de R$ 7.106,83, o equivalente a 4,68 vezes o mínimo oficial, para cobrir despesas básicas como alimentação, moradia, saúde, transporte e educação.