Faltando menos de 30 dias para o Carnaval de São Paulo, a atual campeã da festa paulistana, a Rosas de Ouro, vive dias intensos de preparação e expectativa em busca do bicampeonato no Grupo Especial. A escola da Brasilândia mantém o ritmo forte nos ensaios e nos ajustes finais para o desfile de 2026.
Em entrevista exclusiva à Gazeta, a rainha de bateria, Ana Beatriz Godoi, e o mestre de bateria Rafael Oliveira, conhecido como mestre Rafa, falaram sobre o momento da agremiação, os desafios dos cargos que ocupam, a gestão da escola e como a conquista do título de 2025 trouxe novo fôlego e motivação para toda a comunidade da zona norte.
A conversa foi exibida no programa Direto da Gazeta, da TV GMG, gravado na sede da Gazeta, em Moema, na zona sul da capital paulista.
Rainha de bateria da Rosas de Ouro desde 2019, Ana Beatriz destacou a responsabilidade de ocupar um dos postos mais simbólicos do Carnaval.
“É sempre uma responsabilidade ser rainha de bateria, e eu tento exercer esse papel com o maior amor possível, porque é um posto muito desejado. Muitas pessoas almejam estar aqui, então eu procuro representar cada uma delas”, afirmou.
À frente da bateria desde 2014, mestre Rafa comentou o clima interno da escola após a conquista do título no Carnaval de 2025. Segundo ele, o momento é de equilíbrio e união.
“Hoje a escola vive um ambiente de paz, com os pés no chão. As contas estão pagas, a gente vê a escola andando, todo mundo em sintonia. Ganhar o Carnaval dá outro fôlego, deixa as pessoas mais alegres”, avaliou.
Ana Beatriz também fez questão de reforçar que o campeonato foi resultado de planejamento e dedicação coletiva. Confira entrevista em vídeo abaixo:
“No desfile de 2025, deu tudo certo, tudo foi perfeito. Acredito muito nisso. E, no nosso caso, foi trabalho. Muita gente fala que a Rosas de Ouro ganhou na sorte, mas não foi sorte. Foi trabalho”, concluiu.
Encontro histórico
A Gazeta também reuniu Angelina Basílio, presidente da Rosas de Ouro, e Solange Cruz, presidente da Mocidade Alegre, em uma entrevista histórica.
As dirigentes falaram sobre a forte amizade entre as duas, os preparativos para os desfiles, preconceito e o universo do samba.





