A investigação da Polícia Civil de Santa Catarina sobre a morte do cão Orelha e os maus-tratos ao cão Caramelo chegou a uma conclusão.
Na última terça-feira (3/2), quatro adolescentes foram representados — termo jurídico para a acusação de menores — pelo caso Caramelo, enquanto um adolescente teve o pedido de internação solicitado no caso Orelha.
Além disso, três adultos foram indiciados por coação a testemunhas nos episódios.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA) de Florianópolis.
Relembre o caso
O cão comunitário Orelha foi agredido na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30, na Praia Brava. Segundo laudos da Polícia Científica, o animal sofreu uma pancada contundente na cabeça.
Ele chegou a ser resgatado por moradores no dia seguinte, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo divulgado pela Polícia Civil de Santa Catarina, para identificar o autor, foram analisados mais de mil horas de filmagens e 24 testemunhas ouvidas.
Além de usar um software de geolocalização para analisar a localização do responsável durante o ataque.
Suspeito interceptado em aeroporto
Um dos pontos cruciais da investigação foi o monitoramento de um adolescente que viajou ao exterior logo após o crime. Ao retornar ao Brasil, em 29 de janeiro, ele foi interceptado pela polícia no aeroporto.
Provas como as roupas utilizadas no dia da agressão e as contradições nos depoimentos — incluindo vídeos e o local onde o suspeito alegou estar na hora do acontecido — ajudaram a confirmar a autoria.
Devido à gravidade, a Polícia Civil pediu sua internação, medida equivalente à prisão para adultos.
Caso mobilizou a internet
A morte do cão Orelha mobilizou as redes sociais com pedidos de justiça pelo cachorro comunitário.
Até mesmo em São Paulo, o movimento chegou a virar manifestação na Avenida Paulista no último domingo (1º/2).
Outros casos
A situação do animal foi como um efeito cascata ao “levantar o tapete” para outros casos de agressão contra cachorros.
Os dois exemplos mais recentes disso foram o de Abacate, cão comunitário do Paraná, e o caso da cachorra na Praia Grande.
