Considerada uma das maiores cachoeiras do mundo em volume de água, a Cachoeira de Sete Quedas, no Paraná, foi submersa no início dos anos 1980 para a construção da Usina de Itaipu. O episódio tornou-se um símbolo do conflito entre desenvolvimento energético e preservação ambiental no Brasil.
Apesar da altura, a Sete Quedas se destacava pelo volume de água que despencava dos paredões rochosos, estimado em 13.300 metros cúbicos por segundo. As Cataratas do Niágara, que ocupam o primeiro lugar com o maior volume d’água, tem metade do volume.
A construção de Itaipu e a submersão das quedas
Com o avanço das obras da Usina de Itaipu, considerada estratégica para o abastecimento energético do Brasil e do Paraguai, o fechamento das comportas em 1982 provocou a elevação do nível do rio Paraná.
A perda da cachoeira gerou forte comoção popular e críticas de ambientalistas, tornando-se um símbolo dos impactos causados por grandes obras de infraestrutura.
A destruição das Sete Quedas contou com a atuação direta do Exército Brasileiro. Soldados responsáveis pelas detonações que aceleraram o colapso das formações rochosas teriam registrado seus nomes em pedras do local.
Impactos socioambientais
Embora Itaipu seja hoje uma das maiores geradoras de energia limpa do mundo, o episódio permanece como um alerta sobre os custos ambientais e culturais do progresso.
O desaparecimento da cachoeira permanece como um dos episódios mais marcantes da história ambiental brasileira, lembrando que decisões voltadas ao progresso também deixam cicatrizes permanentes na paisagem e na memória coletiva.
Ao mesmo tempo em que a Usina de Itaipu se consolidou como referência mundial em geração de energia, a perda do monumento natural reforça a importância de equilibrar o desenvolvimento e preservação ambiental em grandes projetos de infraestrutura.


