São Paulo ultrapassou a marca de 100 casos de mpox no ano de 2026. De acordo com informações do painel da doença, obtidas por meio do site do Ministério da Saúde nesta terça-feira (7/4), os registros no estado chegaram a 109.
Ao todo, são 201 casos no Brasil — 185 confirmados e 16 prováveis —, com São Paulo concentrando aproximadamente 55% dos registros no país.
O levantamento leva em conta o recorte das 12 primeiras semanas epidemiológicas — padrão internacional de contagem de tempo que vai de domingo a sábado — de 2026.
De acordo com reportagem da Gazeta, publicada em 10 de março, à época o estado havia registrado 93 casos da doença.
Entenda a Doença
Pertencente à mesma família da varíola, a Mpox tem como principal via de contágio o contato direto com as feridas, bolhas ou secreções respiratórias de quem está infectado.
Além disso, a transmissão pode ocorrer de forma indireta. O compartilhamento de objetos que tiveram contato recente com fluidos corporais ou material das lesões também representa um risco para a propagação do vírus.
Risco de Epidemia
Mesmo com a maior exposição do assunto nos veículos de comunicação e a curva ascendente de casos no início de 2026, não há motivo para pânico.
Segundo especialista consultado pela Gazeta, o monitoramento preventivo é indispensável, mas a estrutura atual indica que o Brasil não corre risco de enfrentar uma epidemia.
Vacina
As vacinas utilizadas atualmente contra a mpox não foram desenvolvidas originalmente para a doença. A proteção ocorre por um mecanismo chamado reatividade cruzada, quando o sistema imunológico aprende a reconhecer vírus semelhantes.
Atualmente, a principal vacina utilizada no País é a MVA-BN, comercializada como Jynneos ou Imvanex — nomes diferentes para o mesmo produto em diferentes regiões.
O imunizante é composto por uma versão enfraquecida de um vírus da família Orthopoxvirus, incapaz de causar a doença, mas suficiente para estimular resposta imunológica.
Esse esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de cerca de 28 dias. Estudos indicam eficácia de aproximadamente 85% na prevenção da infecção, além de reduzir a gravidade dos casos.
