Defesa de Lula pede que TRF-4 suspenda julgamento que pode anular sentença do sítio

No pedido, o advogado Cristiano Zanin Martins alega, entre outros motivos, "quebra da ordem cronológica" das decisões da turma julgadora Por Folhapress De São Paulo

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio da Silva protocolou nesta quinta-feira (24) um pedido para que o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) suspenda o julgamento que analisará se a ação do sítio de Atibaia (SP) deve voltar para a primeira instância.

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A sessão do tribunal está pautada para a próxima quarta-feira (30). Desde que o relator da Lava Jato na corte, João Pedro Gebran Neto, marcou a data, a defesa de Lula tem sinalizado que pedirá a suspensão.

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No pedido, o advogado Cristiano Zanin Martins alega, entre outros motivos, “quebra da ordem cronológica” das decisões da turma julgadora.

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Afirma que há outros 1.941 processos apenas na oitava turma do tribunal, composta de três juízes e responsável pelas decisões da Lava Jato em segunda instância. A turma também julga outros casos criminais.
Zanin também questiona o motivo de a pauta incluir apenas um dos capítulos do seu recurso, em vez de outros tópicos, como a nulidade completa do processo do sítio.

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Além disso, quer que seja julgado antes um recurso relacionado a um pedido de compartilhamento de mensagens obtidas na Operação Spoofing, da Polícia Federal, sobre a invasão de contas de Telegram.

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“As cópias dessas mensagens [de Telegram] encontram-se acauteladas pela Justiça Federal do Distrito Federal, bem como pelo Supremo Tribunal Federal”, diz o recurso.

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“Considerando que tais mensagens reforçam a suspeição tanto dos procuradores da Lava Jato, quanto do ex-juiz Sergio Moro (…) resta evidente que a suspeição e as demais questões prejudiciais de mérito não podem ser analisadas antes do julgamento dos embargos de declaração.”

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O TRF-4 analisará se o processo do sítio de Atibaia deve ou não voltar para a primeira instância visando eventual correção da ordem de apresentação das alegações finais.

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A decisão para análise do caso foi tomada por João Pedro Gebran Neto. Ele ponderou que, antes do julgamento do mérito do processo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda instância, que está previsto para os próximos meses, a corte deve avaliar se as recentes decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a ordem de apresentação de alegações finais se aplicam ao caso do petista.

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Nesta quarta-feira (23), o Ministério Público Federal se manifestou pela anulação da sentença do processo.

O procurador regional da República Maurício Gerum, da força-tarefa da Lava Jato, argumentou que os recentes julgamentos do Supremo anulando casos da Lava Jato são precedentes que devem ser aplicados ao processo do petista, fazendo com que a ação retorne à fase das alegações finais, ainda na primeira instância.

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No caso do sítio, o ex-presidente foi condenado em primeira instância pela Justiça Federal em Curitiba a 12 anos e 11 meses de prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro.

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Ele está preso desde abril do ano passado, após condenação em segunda instância em outro processo, o do tríplex de Guarujá (SP).