A pouco mais de um mês da abertura da Copa do Mundo de 2026, acompanhar o torneio nos Estados Unidos, México e Canadá tornou-se um desafio financeiro para os brasileiros.
Com alta nas passagens, hospedagem escassa e câmbio volátil, o custo total da viagem já varia entre R$ 15 mil e R$ 40 mil por pessoa, dependendo do itinerário e da fase da competição.
A procura internacional acelerou nas últimas semanas, reduzindo drasticamente as opções econômicas. Para quem ainda não fechou reservas, o planejamento virou uma corrida contra o relógio para evitar o endividamento excessivo após o torneio.
Por que passagens e hotéis se tornaram os vilões do torcedor?
A Copa de 2026 será a maior da história da Fifa, com 48 seleções e partidas distribuídas entre 3 países. O novo formato ampliou os deslocamentos internos e elevou o peso da logística no orçamento.
Segundo levantamento da Renova Invest, viagens completas podem superar R$ 40 mil, especialmente para quem pretende acompanhar mais de uma fase do torneio.
O impacto aparece primeiro nas passagens aéreas. Voos saindo de São Paulo para sedes como Nova York e Cidade do México custam entre R$ 5 mil e R$ 6 mil em datas comuns, mas ultrapassam os R$ 10 mil nos dias próximos aos jogos.
A hospedagem também entrou sob pressão máxima. Dados divulgados pela Veja mostram diárias elevadas mesmo antes da abertura da competição.
Em Vancouver, no Canadá, as diárias já chegam a US$ 635 (cerca de R$ 3,4 mil). Na Cidade do México, o valor médio gira em torno de US$ 240 (R$ 1,3 mil). O setor projeta aumentos de até 300% em cidades que receberão jogos decisivos.
Como funciona o Fifa Pass para acelerar o visto americano
O Fifa Pass funciona como um canal prioritário para torcedores que já têm ingresso oficial para jogos da Copa do Mundo nos Estados Unidos. O processo segue as regras tradicionais do visto americano B1/B2, com preenchimento do formulário DS-160 e pagamento da taxa consular.
A principal diferença está na etapa de agendamento. Ao informar que possui ingresso da Fifa, o solicitante pode acessar horários prioritários para entrevista no consulado, conforme a disponibilidade. O programa não garante a aprovação do visto nem altera as exigências do processo, mas ajuda a reduzir o risco de perder prazos próximos da viagem.
Quanto custa viajar para a Copa?
Especialistas estimam a seguinte composição média de gastos para uma jornada de 10 dias:
Passagens aéreas: R$ 4 mil a R$ 12 mil
Hospedagem (10 dias): R$ 5 mil a R$ 20 mil
Ingressos (até 3 jogos): R$ 1 mil a R$ 10 mil
Alimentação e transporte local: R$ 2 mil a R$ 5 mil
Seguro viagem e vistos: R$ 800 a R$ 2,3 mil
Segundo a Confidence Câmbio, a volatilidade do dólar é o maior risco para quem ainda está montando o caixa. A combinação de câmbio alto e necessidade de voos internos transformou a Copa em um investimento de médio prazo para as famílias.
Dólar e juros ameaçam o pós-Mundial
Com o início do torneio batendo à porta, a recomendação é de reorganização imediata e cautela extrema com parcelamentos longos no cartão de crédito.
A orientação do mercado é antecipar o máximo possível das reservas de transporte interno e estadia, setores que tendem a sofrer novos reajustes conforme a abertura se aproxima.
O ambiente macroeconômico adiciona uma camada extra de incerteza. O mercado monitora os juros americanos e seus efeitos sobre o real, fator que pode manter a moeda americana pressionada durante toda a competição.
Ir à Copa deixou de ser uma decisão puramente emocional. O desafio agora é equilibrar a paixão pela seleção com a realidade do câmbio, garantindo que o torneio não se transforme em uma dívida de longo prazo.






