O ‘bafinho’ do seu pet pode ser alerta de doença; veja quando o cheiro preocupa

Cheiro persistente no hálito do pet merece atenção quando vem com perda de apetite, baba, apatia ou mudança de comportamento

A prevenção depende de rotina, paciência e adaptação gradual do animal ao cuidado bucal (Foto: Freepik)

Para os amantes de pets, presenciar seu animalzinho com um cheiro estranho vindo da boca é uma cena comum. Entretanto, esse mau hálito pode esconder um problema que põe em risco a saúde do companheiro de estimação.

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Seja em gatos, cachorros ou outras espécies, seus diferentes hábitos alimentares e usos da boca nos levam a acreditar que ter mau hálito é algo normal, quando, na verdade, ele pode ser causado por doenças, infecções e outras condições adversas de saúde.

Prestar atenção nesse mau cheiro é essencial para prevenir problemas e garantir uma boa saúde para o pet, assim como adotar medidas para mitigar essa situação.

A causa mais comum do mau hálito

Apesar de haver diversos fatores que ocasionam essa situação, há um que se destaca como a principal causa: a doença periodontal. Essa condição se agrava ainda mais por, geralmente, ser confundida com um simples tártaro ou incômodo estético.

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A doença periodontal é uma inflamação dos tecidos que sustentam os dentes, como a gengiva, o ligamento periodontal e o osso ao redor da raiz dentária.

Após as refeições, restos de alimento e bactérias formam uma película chamada placa bacteriana. Se essa placa não é removida, ela endurece e se transforma em tártaro.

A partir daí, o organismo reage à presença dessas bactérias, desencadeando um processo inflamatório. A inflamação se inicia como uma gengivite, causando mau hálito, pequenos sangramentos e sensibilidade na região bucal.

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Depois, ela segue para a periodontite: o tártaro passa a ficar mais evidente, o animal sente mais dor ao mastigar, os dentes ficam mais frágeis e podem até cair. Depois desse estágio, a doença é irreversível, pois a inflamação atinge os tecidos mais profundos da boca.

Causas para além da boca

Fatores que não estão relacionados ao ambiente bucal podem interferir no hálito do pet. Isso acontece porque o organismo elimina diversas substâncias produzidas pelo metabolismo por meio da urina, das fezes, da respiração e até da saliva.

Quando algum órgão deixa de funcionar adequadamente, certos compostos passam a se acumular no sangue. Parte deles chega aos pulmões e é eliminada durante a expiração, alterando o odor do hálito.

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Uma das condições mais comuns causadoras dessa situação é a doença renal, frequente em gatos idosos. Quando os rins param de funcionar normalmente, a ureia passa a ser convertida em amônia pelas bactérias da boca, gerando um cheiro semelhante ao de urina.

A diabetes também ocasiona algo semelhante. A glicose mal aproveitada produz substâncias chamadas corpos cetônicos. Eles são eliminados pela respiração e causam um odor frutado.

Sinais para observar

Além do mau hálito persistente, vale prestar atenção em mudanças simples da rotina. O pet pode passar a mastigar de um lado só, derrubar ração, evitar alimentos mais duros ou recusar comida.

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Outros sinais incluem baba em excesso, pata no rosto, gengiva inchada, dentes moles, sangramento, perda de peso, apatia e inchaço na região da face. Em gatos, o isolamento também pode indicar desconforto.

Quando o cheiro vem acompanhado de sede exagerada, aumento da urina, vômitos, emagrecimento ou fraqueza, a avaliação precisa ser ainda mais rápida, pois o problema pode ir além da boca.

Como prevenir

A prevenção começa com a higiene bucal. A escovação regular dos dentes, feita com produtos próprios para cães e gatos, ajuda a reduzir a placa bacteriana antes que ela se transforme em tártaro.

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As consultas de rotina também fazem diferença. Durante o exame clínico, o veterinário consegue identificar inflamações, dentes quebrados, tártaro acumulado e alterações que passam despercebidas em casa.

Em alguns casos, a limpeza dentária profissional pode ser necessária. O procedimento remove o tártaro acima e abaixo da gengiva e ajuda a controlar a doença periodontal antes que ela avance.

Quando procurar ajuda

Mau hálito ocasional pode acontecer após uma refeição específica, mas odor forte, frequente ou progressivo não deve ser ignorado. O cheiro persistente é um sinal de que o organismo pode estar tentando avisar algo.

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Quanto antes o problema for investigado, maiores são as chances de evitar dor, perda de dentes e complicações mais sérias.