Jiu-jitsu ganha espaço como forma de prevenir a violência infantil

Modalidade vem sendo utilizada para estimular consciência corporal, autonomia, autoconfiança e habilidades de autoproteção entre crianças e adolescentes

Prática de jiu-jitsu

Entre as modalidades que têm despertado atenção está o jiu-jítsu, arte marcial que vai além das técnicas de defesa pessoal/Freepik

O combate ao abuso, ao assédio, ao bullying e às diferentes formas de violência contra crianças tem mobilizado educadores, profissionais da saúde, famílias e instituições em todo o País, e o jiu-jitsu pode ser uma forma de combater.

Continua após a publicidade

Milhares de casos de violência infantil são registrados anualmente no Brasil e muitos outros sequer chegam ao conhecimento das autoridades.

Continua após a publicidade

Desta forma, cresce a busca por estratégias preventivas que ajudem crianças a identificar situações de risco e desenvolver mecanismos de autoproteção.

Continua após a publicidade

Nesse contexto, o esporte vem se consolidando como uma importante ferramenta educativa.

Continua após a publicidade

Como o jiu-jitsu pode ajudar as crianças

Entre as modalidades que têm despertado atenção está o jiu-jítsu, arte marcial que vai além das técnicas de defesa pessoal e trabalha aspectos como

Continua após a publicidade
  • Disciplina;
  • autocontrole;
  • percepção corporal
  • respeito aos limites e;
  • fortalecimento emocional.

Para a atleta faixa-preta e campeã mundial de jiu-jítsu Carina Santi, ensinar uma criança a se posicionar diante de situações desconfortáveis é tão importante quanto desenvolver habilidades físicas.

Continua após a publicidade

“Quando falamos em proteção infantil, não estamos falando apenas de defesa física. Estamos falando de ensinar a criança a reconhecer sinais de perigo, confiar na própria percepção, entender que seu corpo merece respeito e saber pedir ajuda quando necessário”, afirma.

Segundo ela, atividades que estimulam a consciência corporal e a comunicação assertiva podem contribuir para que crianças se sintam mais seguras ao relatar situações inadequadas.

Continua após a publicidade

“Muitas vítimas permanecem em silêncio por medo, vergonha ou porque não compreendem que estão sofrendo algum tipo de violência. Por isso, a prevenção precisa começar muito antes de qualquer situação acontecer.”

Nesse cenário, iniciativas educativas voltadas à prevenção têm sido consideradas fundamentais para fortalecer as redes de proteção.

Continua após a publicidade

Entre os principais tópicos trabalhados estão:

Continua após a publicidade
  • Autonomia corporal;
  • Identificação de comportamentos abusivos;
  • Diferenciação entre segredos saudáveis e prejudiciais

Está ressaltada ainda a importância de procurar adultos de confiança diante de qualquer situação de risco.

Continua após a publicidade

Projeto ‘Guardiões do Tatame

Com o objetivo de ampliar esse debate, a academia Almeida JJ desenvolveu o programa “Guardiões do Tatame”, iniciativa voltada à prevenção de assédio, abuso infantil, bullying e violência contra crianças.

Continua após a publicidade

Sendo assim, a metodologia utiliza personagens, atividades lúdicas, simulações, rodas de conversa e conceitos inspirados no jiu-jítsu para ensinar habilidades de autoproteção a crianças de 6 a 14 anos

Continua após a publicidade

O conteúdo aborda temas como uso da voz para pedir ajuda, reconhecimento de sinais de alerta, autonomia corporal, identificação de segredos prejudiciais e fortalecimento da rede de apoio da criança.

Continua após a publicidade

Por fim, a estrutura da proposta é para aplicação em academias, escolas, clubes, projetos sociais e outras instituições que atuam com o público infantil. 

Continua após a publicidade

Para Carina, a principal mensagem é que prevenção se constrói por meio da informação e do diálogo contínuo.

“Quanto mais cedo a criança aprende que pode dizer não, que seu corpo deve ser respeitado e que pedir ajuda é um ato de coragem, maiores são as chances de interromper ciclos de violência e fortalecer uma cultura de proteção”, conclui.