Quem é o vereador de SP preso em operação que mira lavagem de dinheiro do PCC em frota de ônibus

Alvo da Operação Última Parada, Senival Moura é apontado pela Polícia Civil como peça central de suposto esquema criminoso na empresa Transunião

Senival Moura sendo entrevistado na Câmara

Senival Moura, vereador de SP, teve a prisão decretada pela Justiça - Richard Lourenço/Rede Câmara

O vereador Senival Pereira de Moura (PT) foi preso na manhã desta quinta-feira (25/6) durante uma ação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo.

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Os investigadores colocaram o parlamentar entre os principais alvos da Operação Última Parada. Segundo a apuração, ele teria atuado em um suposto esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Em seu sexto mandato na Câmara Municipal de São Paulo, Moura ocupa atualmente cargos estratégicos na Casa. Além de exercer a função de 1º secretário da Mesa Diretora, ele também preside a Comissão de Trânsito e Transporte, responsável por discutir temas ligados ao setor de ônibus da cidade.

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O que apontam as investigações

De acordo com a Polícia Civil, Senival Moura, vereador que foi preso, exercia influência direta sobre a administração financeira da Transunião Transportes, mesmo sem integrar oficialmente o quadro societário da empresa. Segundo os investigadores, nenhum repasse de recursos era realizado sem o aval do vereador.

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Além disso, a apuração da Polícia Civil aponta a existência de uma estrutura paralela de comando dentro da companhia. Conforme os investigadores, pessoas que não apareciam formalmente como proprietárias controlariam a operação e a movimentação financeira da empresa.

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A investigação teve início após a morte de Adauto Soares Jorge, então diretor-presidente da Transunião. O empresário foi assassinado em março de 2020, no estacionamento de uma padaria na Zona Leste de São Paulo.

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Patrimônio e movimentações financeiras

As investigações identificaram que Senival Moura seria o beneficiário real de pelo menos 13 ônibus da frota da Transunião.

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Embora isso, a propriedade formal dos veículos estaria registrada em nome de familiares, terceiros e empresas interpostas.

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Segundo a Polícia Civil, a esposa, os filhos e até um assessor parlamentar do vereador aparecem como proprietários ou subscritores de capital ligados aos bens investigados.

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Os investigadores também apontam que Moura movimentou cerca de R$ 4,39 milhões entre 2019 e 2022. Desse total, aproximadamente R$ 2,47 milhões não teriam origem declarada, o que, segundo a apuração, seria incompatível com sua renda formal como agente público.

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Além disso, foram identificados imóveis de alto padrão ligados ao vereador em Juquehy, no litoral paulista, em São Paulo e uma propriedade rural em Extrema, Minas Gerais.

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Ligação do com o PCC

Entre os elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil cita uma carta manuscrita atribuída ao PCC. Segundo os investigadores, o documento sugere que o assassinato de Adauto Soares Jorge teria ocorrido porque ele estaria desviando recursos, sem prestar contas a facção.

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A Operação Última Parada segue em andamento. A investigação busca aprofundar a apuração sobre a suposta utilização da empresa de ônibus para movimentação e ocultação de recursos ilícitos.

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O que diz a assessoria do vereador?

A reportagem procurou a defesa do vereador Senival Moura, e foi informada que o mesmo está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.

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Ainda, a equipe jurídica informou que no momento está se inteirando dos detalhes e buscando acesso integral aos autos do processo/inquérito.