Maior túnel para trens do mundo surgiu de uma megaobra de US$ 12 bilhões que atravessa os Alpes

Com 57 km de extensão e 17 anos de obras, o maior túnel ferroviário do mundo conecta o norte ao sul da Europa e revoluciona o transporte sobre trilhos

Túnel Gotthard, na Suíça

O Túnel de Gotthard consolida-se como o pilar central do corredor Reno-Alpes/Zacharie Grossen/Wikimedia Commons

A Suíça transformou a logística europeia ao inaugurar o Túnel de Base de Gotthard, a passagem subterrânea que detém o título de túnel ferroviário mais longo e profundo do planeta.

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Com 57 quilômetros de extensão, a estrutura atravessa o coração dos Alpes para ligar as cidades de Erstfeld (norte) e Bodio (sul).

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Além disso, este projeto monumental reduziu o tempo de viagem entre Zurique e Milão de quatro horas para apenas duas horas e meia.

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A engenharia extrema sob 2.300 metros de rocha do túnel de base de Gotthard

Para concretizar este feito, o governo suíço investiu aproximadamente 12,2 bilhões de francos suíços durante 17 anos de construção.

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Nesse período, as equipes enfrentaram condições geológicas severas sob 2.300 metros de rocha, onde o calor natural atingia os 50°C.

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Quatro máquinas perfuradoras gigantescas trabalharam simultaneamente para remover 28,2 milhões de toneladas de detritos, resultando em um sistema complexo de dois tubos paralelos e diversas galerias de segurança.

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O fim das limitações da rota histórica de 1882

Consequentemente, a nova rota aposentou a dependência da linha histórica de 1882, que serpenteava as montanhas com curvas lentas e subidas íngremes.

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Diferente do traçado antigo, o túnel de base oferece uma via plana, o que permite que trens de passageiros atinjam velocidades de até 250 km/h.

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Do mesmo modo, a obra ampliou a capacidade de transporte de mercadorias, elevando o fluxo diário para até 260 trens de carga, superando a marca anterior de 180 composições.

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Sustentabilidade e o futuro da logística europeia

O impacto desta engenharia vai além da velocidade.

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O projeto integra uma política pública suíça que visa transferir o tráfego pesado das rodovias para as ferrovias, combatendo o congestionamento e protegendo o ecossistema alpino.

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Dessa forma, o Túnel de Gotthard consolida-se como o pilar central do corredor Reno-Alpes.

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O local conecta os portos do Mar do Norte ao norte industrial da Itália.

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Atualmente, após reparos realizados em 2024, o túnel opera com capacidade total, reafirmando sua posição como a artéria vital do transporte no continente.