‘Adeus, cartório’? Entenda por que a venda e transferência de veículos usados vai mudar radicalmente na nova CNH Digital

Em fase de desenvolvimento, recurso quer permitir que todo o processo — da assinatura à emissão do novo CRLV-e — seja feito pelo celular

Para motoristas idosos que exercem atividade remunerada, como este taxista, a renovação da CNH exige também uma avaliação psicológica detalhada, além do exame médico pericial. Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Aplicativo CNH Digital tem mais de 60 milhões de usuários cadastrados / Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Governo Federal trabalha em uma ferramenta capaz de permitir a compra, venda e transferência de veículos usados diretamente pelo aplicativo CNH Digital. O projeto busca reduzir etapas presenciais e diminuir a necessidade de idas a cartórios.

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Embora o sistema ainda esteja em estágio de desenvolvimento e avaliação, a expectativa é que parte dos estágios burocráticos do processo seja facilitada ou eliminada. Determinados tipos de transações, por exemplo, poderão ser feitas sem a necessidade de vistorias físicas.

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A iniciativa segue a estratégia de digitalização adotada pelo governo nos serviços de habilitação. Segundo o Ministério dos Transportes, mais de 10 milhões de negociações de veículos usados no Brasil acontecem todos os anos.

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Este foi um dos fatores que motivou a criação da ferramenta. Atualmente, a CNH digital possui mais de 60 milhões de usuários cadastrados.

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Ainda de acordo com o ministério, as mudanças promovidas nos últimos anos geraram uma economia superior a R$ 2 bilhões em todo o território nacional.

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Como o sistema ainda não foi aprovado e está em fase de desenvolvimento, os usuários ainda não podem usar o recurso. Uma consulta pública será feita pelo Ministério dos Transportes antes que a população tenha acesso.

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Conheça sistemas que já funcionam

Desde 2022, a Carteira Digital de Trânsito (CDT) permite a venda digital para carros com documentos emitidos a partir de 2021. No entanto, ainda há algumas limitações.

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O aplicativo do CDT resolve apenas a assinatura do documento. O comprador ainda precisa comparecer presencialmente ao Detran ou a uma empresa credenciada para fazer a vistoria física do veículo e pagar taxas estaduais.

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Com a chegada do novo recurso, a transferência deve começar na assinatura e terminar na emissão do novo documento digital (CRLV-e), sem que o comprador precise comparecer a estabelecimentos de trânsito ou terceirizados, podendo realizar tudo pelo celular.