Memória: Vila Maria já teve o barco como principal meio de transporte

Bairro da zona norte paulistana também já foi fornecedor de capim

Foto de 1928 mostra serviço de transporte aquático improvisado, depois de enchente na Vila Maria

Foto de 1928 mostra serviço de transporte aquático improvisado, depois de enchente na Vila Maria | / Reprodução

Localizado na zona norte da cidade de São Paulo, o bairro de Vila Maria coleciona algumas histórias curiosas. Um exemplo é que a localidade já teve o barco como principal meio de transporte e foi fornecedora de capim.

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Fundado em 1917, após o loteamento do Sítio Bela Vista pela Companhia Paulistana de Terrenos, a Vila Maria teria recebido este nome em homenagem à esposa de seu antigo proprietário e teria sido também para homenagear outras pessoas, que algumas ruas do bairro receberam o nome de diretores e corretores da Companhia, como Guilherme Cotching, Thomaz Speers, Antônio da Silva e Eugênio de Freitas, segundo informações da Prefeitura de São Paulo.

Transporte fluvial
Diferente de hoje, que o bairro é totalmente urbanizado, sendo cortado, inclusive, pela Via Dutra, no início do século passado era comum que as pessoas se locomovessem de barco. Isso porque o bairro era cheio de lagoas, nas quais os moradores podiam pescar e o rio Tietê era a ligação da região com o restante da Capital, dessa forma, a travessia era feita de barco.

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Em 1918, uma ponte de madeira foi construída na região. Porém, por muitos anos, os barcos continuaram em uso devido às inundações.

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Um dos motivos que costumavam levar as pessoas até a Vila Maria era o capim, visto que a região tinha uma quantidade considerável de capim, muitos paulistanos atravessavam a ponte para pegar feixes da planta e depois vender para quem possuía animais de tração, usados para puxar as carroças e charretes.

Urbanização e imigração
A chegada da energia elétrica, por volta de 1922 e 1923, dos bondes elétricos, na mesma época, além da construção da Igreja Nossa Senhora dos Navegantes e, mais tarde, em 1933, da Paróquia Nossa Senhora da Candelária deram o pontapé inicial para a urbanização da região, que se acelerou após 1956, com a construção de concreto da Ponte da Vila Maria.

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A urbanização contribuiu para outro fenômeno interessante a imigração, sobretudo a portuguesa, entre os anos de 1930 e 1970 e mais recentemente de bolivianos.