Localizado na zona norte da cidade de São Paulo, o bairro de Vila Maria coleciona algumas histórias curiosas. Um exemplo é que a localidade já teve o barco como principal meio de transporte e foi fornecedora de capim.
Fundado em 1917, após o loteamento do Sítio Bela Vista pela Companhia Paulistana de Terrenos, a Vila Maria teria recebido este nome em homenagem à esposa de seu antigo proprietário e teria sido também para homenagear outras pessoas, que algumas ruas do bairro receberam o nome de diretores e corretores da Companhia, como Guilherme Cotching, Thomaz Speers, Antônio da Silva e Eugênio de Freitas, segundo informações da Prefeitura de São Paulo.

Transporte fluvial
Diferente de hoje, que o bairro é totalmente urbanizado, sendo cortado, inclusive, pela Via Dutra, no início do século passado era comum que as pessoas se locomovessem de barco. Isso porque o bairro era cheio de lagoas, nas quais os moradores podiam pescar e o rio Tietê era a ligação da região com o restante da Capital, dessa forma, a travessia era feita de barco.
Em 1918, uma ponte de madeira foi construída na região. Porém, por muitos anos, os barcos continuaram em uso devido às inundações.
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Um dos motivos que costumavam levar as pessoas até a Vila Maria era o capim, visto que a região tinha uma quantidade considerável de capim, muitos paulistanos atravessavam a ponte para pegar feixes da planta e depois vender para quem possuía animais de tração, usados para puxar as carroças e charretes.

Urbanização e imigração
A chegada da energia elétrica, por volta de 1922 e 1923, dos bondes elétricos, na mesma época, além da construção da Igreja Nossa Senhora dos Navegantes e, mais tarde, em 1933, da Paróquia Nossa Senhora da Candelária deram o pontapé inicial para a urbanização da região, que se acelerou após 1956, com a construção de concreto da Ponte da Vila Maria.
A urbanização contribuiu para outro fenômeno interessante a imigração, sobretudo a portuguesa, entre os anos de 1930 e 1970 e mais recentemente de bolivianos.
