A série conta, ao longo de quatro episódios, a história do ex-jogador de futebol e hoje comentarista Walter Casagrande Júnior. Criada e dirigida por Susanna Lira, com roteiro de Bruno Passeri e Roberto Passeri, a obra relata cronologicamente a trajetória de Casão nos gramados, fazendo um paralelo com a história do país em cada época.
O documentário traz depoimentos de nomes como Galvão Bueno, Serginho Groisman, Roberto Rivellino, Baby do Brasil, Branco Mello e Paulo Futre.
A narrativa se propõe a acompanhar a intensidade alucinante de Casão, apresentando a alma inquieta, apaixonada e contestadora do ex-atacante.
– Fiz muito gol, muita coisa boa e muita merda – relatou Casão no documentário.
A história passa pela infância, episódios difíceis em sua família, a carreira como jogador no Brasil e na Europa, a rebeldia durante a ditadura militar, a criação da Democracia Corinthiana, a amizade com Sócrates e o problema com as drogas.
Um dos relatos mais emocionantes no documentário é de Galvão Bueno, parceiro de Casão em centenas de transmissões de futebol na Globo. O narrador conta detalhes sobre o período em que o comentarista lutava contra o vício.
– Em uma das overdoses, ele estava sendo levado na maca do hospital. E toca meu telefone, era ele falando no celular escondido: “Estão dizendo que meu coração não vai aguentar, que eu vou morrer, mas eu não vou, não. Estou dizendo a você que não vou, não. Estou aqui conversando com meu coração e dizendo para ele que somos parceiros e estamos nessa luta há tanto tempo, não me abandone agora”.
“Ele não vai te abandonar, não. Desliga esse telefone, relaxa, para, nós vamos nos ver já já”, disse Galvão.
