Doria diz que é contra nova CPMF defendida por Guedes

O governador de São Paulo, João Doria, afirmou ontem que é contra a “nova CPMF” do governo federal. O imposto sobre transações financeiras, defendido pela equipe econômica de Jair Bolsonaro, pode ser recriado nos moldes da antiga CPMF, na esteira da reforma tributária.

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“Por ser liberal por formação, nosso governo não cria imposto, ele reduz”, afirmou. Ele disse admirar Paulo Guedes, ministro da Economia, mas ressaltou que “não é a favor da nova CPMF”.

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Doria, possível candidato do PSDB ao Planalto em 2022, dedicou sua fala em evento promovido pela Exame a atacar o governo e elogiar o que considera feitos de sua gestão de nove meses como governador de SP.

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Citou a redução da alíquota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para o combustível de aviação, uma medida de incentivo fiscal para ampliar os voos de companhias aéreas para o interior do Estado e também o programa de incentivo à indústria automotiva.

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Doria falou ainda sobre a percepção internacional do Brasil, dando ênfase à China, país que já visitou duas vezes neste seu começo de mandato. Já em relação a países europeus, como França, Alemanha e Portugal, ele disse considerar a situação gravíssima, em referência aos atritos gerados pelo governo Bolsonaro, que se intensificaram após a forte repercussão do aumento de desmatamento e queimadas na Amazônia.

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“Os consumidores europeus são muito unidos. Se propõem nas redes sociais um boicote à carne brasileira, ninguém compra”, afirmou, sobre potenciais retaliações à crise ambiental.

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Doria manteve críticas ao governo federal. Disse que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é uma pessoa não beligerante “com boa formação até” e que foi aconselhado por empresários mais cedo a não fazer um enfrentamento com França e Alemanha.

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Ele disse que as ofensas de Jair Bolsonaro e de Paulo Guedes à Brigitte Macron, mulher do presidente da França, Emmanuel Macron, foram desnecessárias, em mais uma sinalização de que está se colocando na oposição ao governo Bolsonaro, que apoiou durante a campanha. “Você não faz isso com nenhuma mulher. É um mau exemplo”, disse. (FP)